Soluções tecnológicas reforçam audiências de conciliação

Origem da Imagem/Fonte: CNJ
Foto: TJRO

Soluções tecnológicas reforçam audiências de conciliação

17 de novembro de 2020Notícias CNJ / Agência CNJ de Notícias

O uso da tecnologia para incentivar acordos na Justiça ganhou força neste ano de 2020, por conta da pandemia do novo coronavírus (Covid-19). Para viabilizar a continuidade da prestação jurisdicional, os tribunais investiram em soluções, equipamentos e formação e conseguiram promover soluções adequadas aos conflitos por meio da conciliação.

Uma das plataformas mais usadas pelos tribunais foi a Webex, disponibilizada gratuitamente pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em parceria com a Cisco, que permitiu a realização de audiências por todo o país. A partir de treinamento realizado pelo CNJ, a equipe de conciliadores do Tribunal Judiciário do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) se familiarizou com as novas ferramentas e buscou o aperfeiçoamento para humanizar atos virtuais.

A juíza do TJDFT Marina Xavier conta que o primeiro caso de audiência telepresencial terminou com um acordo e um pedido de desculpas formal. As partes se encontravam em estados diferentes. E uma era portadora de surdez. “O Núcleo de Inclusão do TJDFT providenciou dois intérpretes em Libras e foi possível realizar a sessão de forma eficiente e acessível.”

De acordo com ela, entre abril e agosto deste ano, os Centros Judiciários de Solução de Conflitos e Cidadania de Brasília (Cejuscs) no DF realizaram quase 13,2 mil sessões de conciliação. Para facilitar o acesso e aumentar a transparência, o tribunal reestruturou o modelo de atendimento e centralizou todas as informações em um único canal. “Temos investido bastante na acessibilidade do novo formato, para garantir que todos tenham acesso à Justiça, mesmo com a suspensão do atendimento presencial.”

Ferramentas

No Tribunal no Rio de Janeiro (TJRJ), a estratégia foi semelhante. Segundo o desembargador Cesar Cury, todo o trabalho é desenvolvido com o Cisco Webex e na plataforma MS-Teams. Também foi empregado um sistema desenvolvido especialmente para um processo de Recuperação Judicial, cedido e adaptado para uso nos Cejuscs. Foram realizadas, ao todo, 110 mediações pré-processuais e 70 judiciais.

Outro recurso tecnológico importante no TJRJ é o aplicativo para celular que foi criado para viabilizar a conciliação pré-processual. A plataforma possibilita a realização de sessões de conciliação, além do agendamento, consulta e acompanhamento das sessões pelos mediadores e pelo Núcleo Permanente de Mediação e Conciliação (Nupemec). Nele também é possível fazer upload e download de documentos, áudio, vídeo, autenticação digital, além do cadastro dos mediadores.

Cury conta que, com essas ferramentas, o TJRJ promoveu a conciliação em um caso relativo a uma disputa empresarial entre dois sócios, em que as dificuldades da empresa se agravaram devido à pandemia. “Após inicial resistência à conciliação, ambos aderiram e passaram a trabalhar em direção a uma solução que resultou não apenas no término do processo, mas na retomada da atividade empresarial para ultrapassar a fase crítica da pandemia. Tudo também on-line.”

Hallana Moreira
Agência CNJ de Notícias
(sob supervisão de Márcio Leal)
Fonte: CNJ

Notícias

Se um dia você não puder mais decidir, já pensou em quem decide por você?

Se um dia você não puder mais decidir, já pensou em quem decide por você? Cristine Soares segunda-feira, 24 de agosto de 2026 Atualizado em 21 de agosto de 2026 11:57 Não dispomos de pouco tempo, mas desperdiçamos muito. (Sêneca) Você já viu isso acontecer. Um pai que não reconhece mais os...

Atraso na citação resulta em prescrição da pretensão executória

Deixa acontecer Atraso na citação resulta em prescrição da pretensão executória 20 de agosto de 2026, 07h31 Por causa disso, a devedora ajuizou uma exceção de pré-executividade requerendo a extinção do processo, argumentando que a exequente permaneceu inerte na ação até a ocorrência da prescrição...

Mesmo com filho e noivado, STJ nega união estável e reconhece namoro qualificado

Família Mesmo com filho e noivado, STJ nega união estável e reconhece namoro qualificado Maioria entendeu que relação indicava intenção futura de constituir família, e não vida familiar já estabelecida. Da Redação terça-feira, 18 de agosto de 2026 Atualizado às 15:37 A 3ª turma do STJ decidiu, por...