Aos 60 anos, mulher comemora reconhecimento de paternidade

Aos 60 anos, mulher comemora reconhecimento de paternidade: 'sempre tive esse desejo'

Publicado em: 28/06/2018

Aos 60 anos, a moradora de Gurupi Cícera Alves Macedo tem muito o que comemorar. Ela foi criada longe do pai biológico Amadeu de Souza Costa, hoje com 88 anos, e chegou a pensar que ele estava morto, mas agora teve a paternidade reconhecida e vai ter o nome dele nos documentos. O caso foi acompanhado pela Defensoria Pública do Tocantins.

Para ter o reconhecimento, não foi necessário um processo judicial, já que as partes estavam de acordo. Segundo o Conselho Nacional de Justiça, o reconhecimento espontâneo é a vontade livre de reconhecer o filho e poderá ser feito no registro de nascimento, através de uma escritura pública ou um termo particular.

Nesse caso, pai e filha fizeram um acordo na Defensoria Pública no dia 6 deste mês. O documento foi enviado ao cartório que fez o registro de nascimento para a retificação e a inclusão do nome.

A dona de casa relata que sempre soube da existência do pai biológico, mas não teve a oportunidade de se relacionar com ele. "Quando eu tinha nove meses, ele se separou da minha mãe. Eu fui registrada com o nome do meu padrasto. Ele é uma pessoa maravilhosa, mas no fundo eu tinha vontade de conviver com meu pai. Sempre tive esse desejo, mas as pessoas proibíam o contato".

Em 1982, ela recebeu a informação de que o pai tinha morrido e resolveu mandar uma carta a um irmão dele, que morava em Colinas do Tocantins. "Escrevi falando que era filha de Amadeu, que eu tinha ficado sabendo que ele tinha morrido. Mas na verdade, o meu tio que havia falecido. Dias depois, eu recebi uma carta e o meu pai havia respondido me explicando a situação."

A partir daí, os dois ficaram mais próximos. Em 2006, o pai a procurou e propôs um teste de DNA, que deu positivo. Mas o reconhecimento só foi possível esse mês. "Dentro de mim ficava uma angústia. Estou feliz porque era um sonho e agora vai se realizar, vou ter os documentos com o nome dele. Não pude dar carinho a ele, mas agora posso. Nunca é tarde".

Pai aos 13 anos

A história do vaqueiro Otaciano Almeida, de 61 anos, é parecida com a de Cícera. No dia 14 deste mês, ele finalmente foi reconhecido pelo bai biológico, após um acordo realizado em Gurupi. Foi dispensado exame de DNA porque não havia dúvidas quanto à paternidade.

O pai tinha apenas 13 anos quando Otaciano nasceu. Por causa disso, ele foi criado pelo avô, que morreu anos depois. O vaqueiro, então, passou a morar em outras cidades e perdeu o contato com a família.

A irmã dele, Marisa da Silva, conta que por todos esses anos a família procurou Otaciano. "Anos atrás eu soube que ele estava trabalhando em um fazenda em Formoso do Araguaia. Consegui encontrá-lo e não perdemos mais o contato."

Marisa disse que hoje o irmão e o pai estão felizes com a conquista. "Otaciano está muito alegre e arrependido por passar tanto tempo longe da família.' Hoje o pai está com 74 anos e tem 11 filhos, no total.

O acordo foi encaminhado para o cartório de registro civil do município de Dueré, para acrescentar o nome do pai na documentação, bem como dos avós paternos. O nome de Otaciano também ganhou o sobrenome do pai.

Fonte: G1
Extraído de Recivil

Notícias

Caminho mais curto

  PEC sobre fim de ação em segundo grau é polêmica Por Marina Ito   Na segunda-feira (21/3), o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Cezar Peluso, vai apresentar, em um evento na FGV Direito Rio, uma Proposta de Emenda Constitucional para que os processos sejam finalizados e...

Igualdade das partes

Extraído de DPU Artigo: MP ao lado do juiz viola equidistância das partes  Por Eduardo Tergolina Teixeira, Gabriel Faria Oliveira e Vinícius Diniz Monteiro de Barros    A Constituição do Brasil, em seu artigo 5º, caput e incisos LIV e LV, estabelece a igualdade das partes no curso do...

Fiança questionada

  STJ mantém fiança de pessoa diversa do contratante A fiança feita por pessoa jurídica diferente daquela que celebrou o contrato principal, e que é juridicamente válida, deve ser mantida para não tornar o principal sem efeito. Esse foi o entendimento da 2ª Turma do Superior Tribunal de...

Diplomação deve incidir sobre suplente da coligação

Quinta-feira, 17 de março de 2011 Diplomação deve incidir sobre suplente da coligação, decide Lewandowski O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal, indeferiu pedido de liminar apresentado por Wagner da Silva Guimarães, que pretendia assumir a cadeira do deputado federal Thiago...

Você teria sido aprovado no concurso para juiz de SC?

Fonte: www.espacovital.com.br Você teria sido aprovado no concurso para juiz de SC? (15.03.11)    Os leitores foram convidados a testar seus conhecimentos. Hoje, este saite repete, nesta páginas, quatro das mais complicadas (ou curiosas) perguntas, e já destaca em azul quais as...

Dano moral à doméstica deve ser analisado pela Justiça comum

15/03/2011 - 09h15 DECISÃO Dano moral à doméstica cometido por patroa médica deve ser analisado pela Justiça comum Cabe à justiça comum estadual processar e julgar ação de indenização por danos morais ajuizada por ex-empregada doméstica, por suposto erro médico praticado por sua ex-empregadora,...