Cidade que ignorar norma ficará sem verba

12/12/2011 - 18h39

Cidade que ignorar norma ficará sem verba

O governo federal não terá poder para impor às prefeituras a Lei da Mobilidade. O transporte urbano, diz a Constituição, é de competência dos municípios, mas isso não quer dizer que a Lei da Mobilidade será letra morta.

Um dos artigos afirma que o governo federal não bancará projetos municipais de transporte se os prefeitos não tiverem plano municipal baseado na Lei da Mobilidade - enumerando prioridades e metas de curto e longo prazo.

Hoje, um número pífio de cidades é orientado por plano de mobilidade - não mais do que 30, num universo de mais de 5.500 municípios.

A Lei da Mobilidade dará norte às verbas dos estados e do governo federal. O Ministério das Cidades saberá que, entre um prefeito que quer alargar uma avenida e outro que pretende abrir um corredor de ônibus, a prioridade será dada ao segundo. Na dúvida entre um programa que estimula a população a comprar carros e outro que expande o metrô, este último terá a preferência.

Não são poucas as verbas federais em jogo: o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), por exemplo, tem R$ 32 bilhões para aplicar em transporte e infraestrutura urbana pelo Brasil afora.

- O governo sempre priorizou o automóvel. Agora existe um filtro para que invista mais em projetos que beneficiam a população toda, e não só quem usa o carro - diz Marcos Bicalho, da Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP).

A Lei da Mobilidade "preenche uma lacuna normativa", na avaliação de Acir Gurgacz (PDT-RO), um dos relatores desse projeto no Senado:

- Torna efetivo o artigo 182 da Constituição, de modo que a política de desenvolvimento urbano executada pelas prefeituras desenvolva as funções sociais da cidade e assegure o bem-estar de seus habitantes.

 

Ricardo Westin / Jornal do Senado

 

Notícias

Código Civil permite reconhecimento de parentesco socioafetivo entre irmãos

Prova de carinho Código Civil permite reconhecimento de parentesco socioafetivo entre irmãos 21 de abril de 2026, 8h53 O juiz, por sua vez, entendeu que é possível estabelecer parentesco a partir de outras origens, além da consanguínea, como a afetividade — o que é assegurado pelo artigo 1.593 do...

STJ não conhece recurso sobre caução em penhora por falta de impugnação

STJ não conhece recurso sobre caução em penhora por falta de impugnação 4ª turma manteve decisão sem analisar mérito por óbices processuais. Da Redação quarta-feira, 15 de abril de 2026 Atualizado às 11:09 A 4ª turma do STJ, por unanimidade, não conheceu de recurso especial em caso que discutia a...

Intenção de compra de imóveis atinge maior nível em um ano

Intenção de compra de imóveis atinge maior nível em um ano Letícia Furlan Repórter de Mercados Publicado em 11 de abril de 2026 às 14h00. Entre os recortes analisados, o destaque está nas gerações mais jovens. A geração Z, formada por pessoas entre 21 e 28 anos, lidera a intenção de compra, com 59%...