Concessão de rodovias: bancos podem financiar um terço

Participação de bancos privados em concessão de rodovias pode chegar a um terço, diz Coutinho

16/09/2013 - 17h43
Economia
Akemi Nitahara
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro – O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, disse hoje (16) que a participação dos bancos privados no financiamento para os leilões de concessões das rodovias pode chegar a um terço do total. Segundo ele, esse é o interesse do BNDES e do governo, mas ainda será necessário analisar os projetos.

“Com os primeiros resultados, os primeiros projetos, nós vamos avaliar o potencial. Já houve muitas manifestações de interesse, mas agora é preciso concretizar isso – não quero fazer uma avaliação de percentuais." Coutinho espera potencial significativo e acredita que a participação dos bancos privados pode chegar a um terço. "Vamos ver se isso se confirma na prática, mas temos a expectativa.”

Quanto ao número de empresas interessadas no primeiro lote, menor do que a procura registrada no pregão de 2007, Coutinho considerou "satisfatório". O lote inclui a BR-262, que liga o Espírito Santo e Minas Gerais, e a BR-050, entre Minas Gerais e Goiás, e irá a leilão quarta-feira (18). Em 2007, 29 empresas se interessaram pela BR-050, contra oito agora. Nenhuma proposta foi apresentada para a BR-262. “Oito é um bom número", disse o presidente do BNDES. Ele informou que estão sendo avaliadas com as empresas as razões da queda na procura e disse que não fará comentários antes da conclusão da consulta.

Luciano Coutinho ressaltou que o Programa de Investimentos em Logística (PIL) é fundamental para o desenvolvimento do país e para aumentar a eficiência da economia brasileira, pois é consenso que “os gargalos de logística constituem m elemento de deficiência no nosso sistema econômico”. Por isso, não se pode minimizar a importância do programa com base no menor interesse das empresas, acrescentou Coutinho. Para ele, não existe alternativa mais eficiente para um investimento intenso, rápido, em logística que a participação do setor privado.

Em palestra durante um encontro internacional sobre capital privado, Coutinho falou sobre a boa conjuntura econômica brasileira da atualidade, com um sistema bancário estável, reservas altas, dívida pública em queda e inflação sob controle, que protegem o país da volatilidade das economias globais. Além disso, disse o presidente do BNDES, o governo estuda formas de oferecer garantias para o risco dos projetos de investimento, principalmente em infraestrutura, para estimular a participação dos bancos privados.

Luciano Coutinho disse ainda aos investidores presentes ao encontro que a distribuição de renda vai tornar o Brasil o quinto maior mercado consumidor em 2020.

 

Edição: Nádia Franco

Todo o conteúdo deste site está publicado sob a Licença Creative Commons Atribuição 3.0 Brasil. Para reproduzir o material é necessário apenas dar crédito à Agência Brasil

Agência Brasil

Notícias

TJ/PR decide que é possível devolver veículo adquirido por leasing

TJ/PR decide que é possível devolver veículo adquirido por leasing mesmo antes do final do contrato Para TJ/PR, agravante que "adquiriu" um veículo financiado mediante contrato de leasing, agora impossibilitado de pagar as prestações que estão por vencer, poderá devolvê-lo à financiadora (Banco...

Pagando a humilhação com a mesma moeda

Pagando a humilhação com a mesma moeda (15.04.11) O vendedor de peças de automóveis José Luís Pereira da Silva vai a uma agência bancária em São Paulo descontar um cheque de R$ 4 mil que havia recebido de um tio. O caixa e o gerente dizem que a assinatura não confere. O vendedor chama o emitente...

Som e imagem

  Hotéis e motéis não devem pagar por direitos autorais Por Everton José Rêgo Pacheco de Andrade   Por ser o direito autoral um conjunto de privilégios conferidos por lei a pessoa física ou jurídica criadora de obra intelectual, a utilização ou exploração de obras artísticas, literárias...

Só para maiores

  Juizados não podem julgar dano por cigarro Por Gabriela Rocha   Os Juizados Especiais não são competentes para julgar ações de indenização contra fabricantes de cigarro por danos causados pelo consumo do produto. Esse foi o entendimento adotado pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal...