Defensores de mais ministros no STJ querem agilidade nos julgamentos

Defensores de mais ministros no STJ querem agilidade nos julgamentos

21/09/2011 - 9h22

Justiça
 

Débora Zampier
Repórter da Agência Brasil

Brasília - Quando propôs que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) tivesse o dobro de ministros do que tem hoje (de 33 para 66), o ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), trouxe à tona a questão da grande quantidade de processos que aguardam decisão da corte. A quantidade passou de 14 mil em 1990 para mais de 228 mil processos distribuídos em 2010, um aumento de mais de 1000%. Apesar do excesso de recursos, o número de ministros no STJ não mudou.

Na mensagem encaminhada ao chefe do Judiciário, ministro Cezar Peluso, Marco Aurélio afirma que o número reduzido de ministros para o excesso de trabalho está levando o STJ a falhar na resposta de um dos pedidos mais urgentes da Justiça brasileira, o habeas corpus. “Há casos em que o processo fica, após aparelhado, aguardando a submissão ao colegiado por mais de ano”, afirma Marco Aurélio.

Não é raro o STF determinar que o STJ decida com urgência questões penais estacionadas em gabinetes. Recentemente, a 2ª Turma da Suprema Corte determinou que o STJ julgasse o habeas corpus de um corretor condenado a quase 17 anos de prisão por tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. Seus advogados queriam que o caso fosse analisado por um juiz diferente do atual. O habeas corpus aguarda decisão do STJ há mais de dois anos.

As estatísticas mostram a evolução desse tipo de recurso na corte. Em 2005, 9,2 mil habeas corpus foram julgados no STJ, número que saltou para 28,2 mil em 2010. Apenas entre janeiro e agosto deste ano, 24 mil casos foram analisados.

De acordo com ministros do STJ, a ampliação de critérios para recebimento de habeas corpus tem atrapalhado seus próprios beneficiários. Eles afirmam que, além de congestionar gabinetes, a situação também impede o STJ de se debruçar em teses inéditas.

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ophir Cavalcante, não acha que a restrição de habeas corpus seja a saída para impedir o excesso de recursos. “Isso seria repetir um erro histórico no tratamento dos tribunais, impedir que o recurso chegue por meio de uma expectativa restritiva da defesa”, avalia Ophir.

Para Ophir, o aumento de vagas no STJ seria a solução mais eficaz para suprir a dificuldade de julgamentos céleres. "A Justiça tem que ser compreendida pelo clamor da sociedade, e para isso tem que ter estrutura", argumenta, lembrando que hoje só 30% da população tem acesso à Justiça.

Ophir ainda considera “estranho” que haja resistência de alguns ministros para a ampliação do tribunal. “Eles deveriam agradecer, porque iriam dividir mais o trabalho”.

Edição: Talita Cavalcante
Agência Brasil

Notícias

OAB irá ao Supremo contra agendamento de conversa entre advogado e preso

Extraído de JusBrasil OAB irá ao Supremo contra agendamento de conversa entre advogado e preso Extraído de: OAB - Rondônia - 1 hora atrás Brasília, 11/04/2011 - O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), decidiu hoje (11) que irá ajuizar junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) Ação...

STJ admite continuidade delitiva entre estupro e atentado ao pudor

12/04/2011 - 09h09 DECISÃO Quinta Turma admite continuidade delitiva entre estupro e atentado ao pudor A Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que é possível a figura do crime continuado entre estupro e atentado violento ao pudor – tipos penais tratados separadamente pelo...

Exclusividade em contrato verbal garante indenização a representante comercial

12/04/2011 - 10h04 DECISÃO Exclusividade em contrato verbal garante indenização a representante comercial A contratação de outra empresa para atuar na mesma área de representação comercial pode ser entendida como rescisão imotivada de contrato e dar margem ao pagamento de indenização pela firma...

Justiça determina continuidade de pagamento de pensão para filha de 25 anos

Extraído de Recivil Justiça determina que pai continue pagando pensão para filha de 25 anos A Segunda Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL), durante sessão realizada nesta quinta-feira (07), deu provimento parcial à apelação cível interposta por uma jovem de 25 anos que pleiteava a...

Servidor aprovado em novo concurso não aproveita vantagens do cargo anterior

23/03/2011 - 08h02 DECISÃO Servidor aprovado em novo concurso não aproveita vantagens do cargo anterior O tempo exercido por um servidor no cargo de Analista Judiciário – Área Judiciária não lhe dá o direito de assumir o cargo de Analista Judiciário – Área de Execução de Mandados (oficial de...