Governo planeja gastar R$ 953,8 bilhões com dívida em 2011

13/12/2010 - 13h39

 

Governo planeja gastar R$ 953,8 bilhões com dívida em 2011

 

Os juros e as amortizações da dívida pública federal devem custar ao país R$ 953,8 bilhões no próximo ano. A informação consta do relatório sobre fazenda, desenvolvimento e turismo, que a Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização (CMO) deve votar nesta segunda-feira, a partir das 18h.

Conforme o relatório do deputado Rômulo Gouveia (PSDB-PB), os juros e encargos devem consumir R$ 169,9 bilhões e as amortizações, R$ 783,9 bilhões. A dívida líquida do setor público - que inclui, além da União, estados, municípios e as respectivas empresas estatais - chega a R$ 1,415 trilhão, correspondente a 41% do Produto Interno Bruto (PIB).

Crescimento

O relator aponta um crescimento contínuo da dívida líquida do setor público e do estoque da dívida pública mobiliária federal. Apenas com o refinanciamento de uma parte dessa dívida - a pública mobiliária federal -, o governo deve gastar no próximo ano R$ 674,5 bilhões, ou seja, um terço da receita prevista, de R$ 2,048 trilhões.

Rômulo Gouveia cita motivos que, segundo ele, contribuíram para a elevação da dívida líquida do setor público: passivos contingentes (chamados "esqueletos"), utilização de títulos públicos para refinanciamento de dívidas, saneamento de setores econômicos específicos e implementação de alguns programas de governo. Destacou também a contribuição dada pelas taxas de juros básicos e pelo baixo crescimento econômico de alguns anos passados.

A área temática 6 do Orçamento - que abrange os ministérios da Fazenda, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio e do Turismo - tem uma dotação de R$ 1,2 trilhão. Descontado o serviço da dívida (R$ 953,8 bilhões), sobram R$ 246,2 bilhões para manutenção da estrutura desses ministérios.

Relatório de Receitas

Além do relatório do deputado Rômulo Gouveia, a CMO deve votar nesta segunda-feira o referente à área de infraestrutura, do deputado Leonardo Quintão (PMDB-MG). Também está prevista a votação do relatório de receitas, a cargo do deputado Bruno Araújo (PSDB-PE).

A estimativa de receitas para o próximo ano ocorre sob o impacto de uma "descoberta" do Ministério do Planejamento: a previsão constante do projeto original (PLN 59/10) contém um erro de R$ 12 bilhões para menos.

Caso aceite integralmente o recálculo feito pelo Executivo, a comissão terá de cortar R$ 8 bilhões nos diversos programas previstos no Orçamento - a diferença, de R$ 4 bilhões, refere-se a transferências para estados e municípios, automaticamente cortadas no caso da queda de receitas.

 

Djalba Lima / Agência Senado
 

Notícias

Juíza reconhece domínio de imóvel por usucapião após 40 anos de posse

Posse pacífica Juíza reconhece domínio de imóvel por usucapião após 40 anos de posse Magistrada concluiu que autor comprovou posse contínua, pacífica e com ânimo de dono desde 1982. Da Redação quarta-feira, 11 de março de 2026 Atualizado às 16:01 A juíza de Direito Sara Fontes Carvalho de Araujo,...

STJ preserva testamento sem filha mesmo após paternidade reconhecida

Herança STJ preserva testamento sem filha mesmo após paternidade reconhecida Relatora entendeu que não há rompimento de testamento quando o autor mantém suas disposições mesmo ciente de ação de paternidade. 4ª turma entendeu que não há rompimento quando testador manteve disposição patrimonial mesmo...

Sobrenome do ex-cônjuge após o divórcio: exclusão pela via registral

Opinião Sobrenome do ex-cônjuge após o divórcio: exclusão pela via registral Marcos Dallarmi 6 de março de 2026, 6h39 Sob a ótica procedimental, a prática recomenda atenção a quatro pontos: prova do fato jurídico; precisão do resultado; segurança na formalização; e coerência pós-averbação. Confira...