Governo vai adiar início do Acordo Ortográfico

Governo vai adiar início do Acordo Ortográfico para 1º de janeiro de 2016

 

Senador acredita que o ideal seria adiar a vigência para 2018 e sugere que seria necessário a elaboração de outro acordo

21/12/2012 

O governo federal vai adiar para 2016 a obrigatoriedade do uso do novo acordo ortográfico. A minuta do decreto do adiamento já foi feita pelo Itamaraty. O texto precisa passar pela área jurídica da Casa Civil antes da assinatura da presidente Dilma Rousseff, que poderá ser feita até o dia 31 de dezembro deste ano.

De acordo com assessoria do Senador Cyro Miranda, um dos parlamentares que está a frente do projeto, a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisy Hoffman disse que o projeto passará pro um decreto presidencial para ser agilizado.

As novas regras, adotadas pelos setores público e privado desde 2008, deveriam ser implementadas de forma integral a partir de 1º de janeiro de 2013. O senador Cyro Miranda (PSDB-GO) disse que o novo acordo ortográfico da língua portuguesa deverá ter vigência obrigatória só a partir de 31 de dezembro de 2015.

O acordo, assinado em 2008 por sete países da Comunidade de Países de Língua Portuguesa, e que pretende simplificar as regras ortográficas e aumentar o prestígio social da língua no cenário internacional, valeria a partir de 1º de janeiro de 2013 no Brasil. No entanto, de acordo com Cyro Miranda, a presidenta Dilma Rousseff declarou que vai emitir um decreto adiando a data.

O senador diz que havia entrado com uma proposta de resolução para o adiamento, mas que a presidenta a dispensou, já que o processo de aprovação desse tipo de norma é mais demorado.Miranda acredita que o ideal seria adiar a vigência para 2018 e sugere que seria necessário a elaboração de outro acordo, que tenha a contribuição de mais setores da sociedade. “Além do novo acordo ter sido muito mal feito, os professores ficaram de fora”, disse. “Precisamos rever tudo. Temos que descomplicar a língua, se não vai ser só retórica... temos que aprovar um formato com lógica. [O novo acordo] tem tanta exceção que os professores não sabem o que vão ensinar”.

O senador também disse que o governo indicou que vai sugerir aos outros países que adiem a vigência do novo acordo para que todos possam fazer uma total reformulação. Ele diz que em Portugal o acordo só vai valer a partir de 31 de dezembro 2015. Em Cabo Verde a vigência do acordo está programada para 2016.

 

Fonte: O estado de Minas
Extraído de INCorporativa

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