Lei sobre inventário e divórcio em cartórios é tema de palestra na OAB/MG

Lei sobre inventário e divórcio em cartórios é tema de palestra na OAB/MG  

Os 300 lugares disponíveis no auditório da OAB/MG foram poucos para comportar a quantidade de advogados que participaram da palestra “Aspectos Práticos: Inventário, Separação e Divórcio em Cartório”, promovido pela comissão de Direito Notarial e Registral da seccional mineira em parceria com o Colégio Notarial do Brasil-seção Minas Gerais. 

O evento aconteceu na noite da última terça-feira, 19 de agosto, na sede da OAB/MG e faz parte da grade de programação do Mês do Advogado, com atividades que vão até o final de agosto.  

A secretária-geral da Ordem em Minas, Helena Delamonica, abriu a solenidade. De acordo com Delamonica, “compartilhar e aperfeiçoar o conhecimento é extremante necessário para o advogado, pois a advocacia é um estudo que não se finda”.

Toda a palestra girou em torno da lei federal 11.441/2007, que altera dispositivos da Lei 5.869/1973 do código de Processo Civil, e passa a permitir a realização de inventário, partilha, separação consensual e divórcio consensual por via administrativa, em cartórios. A lei completa em 2014, sete anos em vigor. 

De acordo com o presidente da comissão de Direito Notarial e Registral da OAB mineira, Gilberto Netto, o objetivo dessas áreas do Direito é proporcionar segurança jurídica, autenticidade e eficácia aos atos da vida civil e jurídica.

Gilberto Netto avaliou positivamente a atuação do Notário e do Registrador, “como um desobstruir do judiciário e um novo nicho de mercado para os novos advogados e escritórios”. Mas, também fez críticas. “O exercício da atividade desses profissionais é incompatível com o da advocacia. Por razões éticas e por obterem poder sobre os interesses de terceiros é justo que sejam totalmente proibidos de exercer a advocacia”, refletiu.

O mesmo ponto de vista também foi defendido pela presidente do Colégio Notarial do Brasil- seção Minas Gerais, Walquíria Mara Rabelo. Segundo a tabeliã “é necessário que todas as partes tenham acompanhamento de seus respectivos advogados, e todos os cartórios de Notas do Brasil devem estar prontos para receber as peças dos advogados. Os atos são tabelados e os procedimentos são os mesmos”, afirmou.

A Diretora do Colégio Notarial do Brasil - seção Minas Gerais, a tabeliã Mônica Tófani Werneck falou sobre a lei 11.441, e destacou que a norma é uma das mais importantes no contexto social.

“A morosidade do judiciário é um fato recorrente. A prova maior disso é um dos inventários mais antigos, o do Imperador Dom Pedro II, que após 123 anos, ainda tramita na justiça. Essa Lei é a solução para boa parte dos problemas, pois retira uma carga do judiciário, traz para o administrativo e facilita a vida das pessoas. Não é apenas uma norma. Veio para revolucionar”, reforça.

Letícia Franco Assumpção, presidente do Colégio Registral de Minas Gerais, falou dos atos da lei 11.441 na forma prática e como são feitos cada um deles nos cartórios e as facilidades e rapidez conseguidas por meio também da Emenda Constitucional, 66. 

 

Data: 21/08/2014 - 12:55:26   Fonte: OAB/MG

Extraído de Sinoreg/MG

Notícias

e-Not Provas e a prova digital no Brasil: avanço necessário

e-Not Provas e a prova digital no Brasil: avanço necessário Renato Martini e André Caricatti A relevância do e-Not Provas não está apenas na captura de uma tela, está na tentativa de resolver a volatilidade do conteúdo online e o risco de desaparecimento do vestígio. sexta-feira, 16 de janeiro de...

Nova Carteira de Identidade: 10 dúvidas comuns sobre o documento

Nova Carteira de Identidade: 10 dúvidas comuns sobre o documento Juliane Aguiar 15/01/2026 14:10 A Carteira Nacional de Habilitação (CNH) continua sendo um documento de identificação válido em todo o Brasil. No entanto, ela não substitui a CIN, que é o documento de registro civil oficial do...

Bens situados no exterior são mantidos fora de divisão de herança no Brasil

Bens situados no exterior são mantidos fora de divisão de herança no Brasil 14/01/2026 Lei brasileira não rege sucessão de bens no exterior. A 1ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo manteve decisão da 9ª Vara da Família e das Sucessões da Capital que negou pedido de homem...

STJ afasta execução contra cônjuge de empresário em comunhão universal

Recuperação judicial STJ afasta execução contra cônjuge de empresário em comunhão universal Para 3ª turma, a comunhão total do patrimônio impede tratar o cônjuge como garantia “externa” à recuperação judicial. Da Redação terça-feira, 13 de janeiro de 2026 Atualizado às 11:56 A 3ª turma do STJ...

Por que cada vez mais mulheres deixam de adotar o sobrenome do marido?

Por que cada vez mais mulheres deixam de adotar o sobrenome do marido? Por Júlia Cople — Rio de Janeiro 08/01/2026 03h30  Atualizado há 23 horas Embora muitas mulheres ainda adotem o sobrenome do marido (foram mais de 371 mil só em 2024), a maioria hoje escolhe não fazê-lo, seja pelo receio da...