Mantega pede no FMI resposta firme para evitar nova recessão

24/09/2011 - 17h21
Economia Internacional
Da BBC Brasil

Brasília - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, cobrou neste sábado (24) uma "resposta firme" das autoridades econômicas para evitar que o mundo mergulhe em uma nova recessão.

"Turbulência excepcional nos mercados financeiros e confiança debilitada podem levar a uma nova recessão, especialmente nos Estados Unidos e na zona do euro", diz Mantega na declaração ao Comitê Monetário e Financeiro Internacional (IMFC, na sigla em inglês), que se reuniu em Washington.

"A não ser que haja uma resposta firme das autoridades, o melhor cenário para esses países parece ser estagnação prolongada, com alto desemprego", disse Mantega ao IMFC, que é o órgão que tem o papel de assessorar o Conselho de Diretores do Fundo Monetário Internacional (FMI) e recomendar a adoção de políticas.

Repetindo um alerta feito ao longo da semana, na qual participou de encontros de ministros da Fazenda e presidentes de bancos centrais do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) e do G20 (grupo das principais economias avançadas e emergentes, entre elas o Brasil) na capital americana, Mantega disse que caso haja uma nova recessão, todos os países serão afetados, "em menor ou maior grau".

O ministro observa na nota que a situação atual é semelhante à de 2008, que marcou o auge da crise econômica mundial.

"A gravidade dos eventos recentes está nos levando a um daqueles pontos em que a cooperação é absolutamente indispensável", diz o texto apresentado pelo ministro, em nome do Brasil, e de mais oito países em desenvolvimento (Colômbia, República Dominicana, Equador, Guiana, Haiti, Panamá, Suriname e Trinidad e Tobago).

Segundo Mantega, os países avançados não podem mais lidar sozinhos com riscos à estabilidade global, em um momento em que as economias emergentes e em desenvolvimento são responsáveis pela maior fatia do crescimento econômico.

"Uma porção considerável dos recursos que o FMI tem emprestado nos últimos anos vem de reservas internacionais fornecidas por China, Brasil, Índia, Rússia e outros mercados emergentes", diz Mantega, sem citar o quinto integrante do Brics, a África do Sul, última a se unir ao bloco.

Em referência aos Estados Unidos, cujo governo recentemente apresentou uma proposta para geração de empregos, ainda dependente de aprovação do Congresso, Mantega diz que a medida é bem-vinda.

Extraído de Agência Brasil 

Notícias

Descoberta de traição após núpcias não enseja anulação do casamento

Extraído de Arpen SP TJ-SC - Descoberta de traição após núpcias não enseja anulação do casamento A 3ª Câmara de Direito Civil do Tribunal de Justiça manteve sentença da comarca de Itajaí, que julgou improcedente o pedido de anulação de casamento ajuizado por uma mulher que descobriu ter sido traída...

Repercussão geral

  STF julgará indulto e suspensão de direitos políticos Os ministros do Supremo Tribunal Federal entenderam que existe repercussão geral na discussão sobre a constitucionalidade ou não da extensão do indulto a medida de segurança decretada em relação a acusado considerado perigoso e submetido...

Distribuidora não pode vender a posto de concorrente

Extraído de domtotal 10/03/2011 | domtotal.com Distribuidora não pode vender a posto de concorrente Postos que firmam contrato de exclusividade com uma distribuidora de combustíveis estão obrigados a adquirir e revender os produtos apenas da empresa contratante. A decisão é da 15º Vara Federal do...

Lei mineira que impede desconto em folha inferior a 10 reais é contestada no STF

Quinta-feira, 10 de março de 2011 Lei mineira que impede desconto em folha inferior a 10 reais é contestada no STF A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação ajuizou Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI 4571) com pedido de liminar, no Supremo Tribunal Federal (STF), na qual contesta...

STJ garante à companheira partilha dos bens adquiridos durante união de 18 anos

09/03/2011 - 16h06 DECISÃO STJ garante à companheira partilha dos bens adquiridos durante união de 18 anos A Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve decisão que reconheceu a união estável, pelo período de 18 anos, de um casal cujo homem faleceu, bem como a partilha dos bens...