Memorial Descritivo: o que é e para que serve?

Memorial Descritivo: o que é e para que serve?

Ademi-PR explica quais as informações presentes no documento e a sua importância para a segurança jurídica do comprador do imóvel.

por Ademi PR[07/01/2021] [18:23]

O lançamento de um empreendimento imobiliário envolve diversos documentos e aprovações. Um deles é o Memorial Descritivo, que tem a finalidade de apresentar, de forma detalhada, como será e os itens envolvidos na construção do edifício.

O que é o Memorial Descritivo?
O documento contém todas os dados e informações sobre o desenvolvimento do projeto imobiliário para que os interessados possam consulta-lo. O Memorial Descritivo precisa seguir os requisitos da Norma de Desempenho (ABNT NBR 15.575/2013).

Ele é de acesso público e deve ser registrado no Cartório de Registro de Imóveis, da circunscrição responsável pela localidade do terreno. Este registro é obrigatório, conforme o previsto na Lei nº 4.591/1964.

Alguns dos itens presentes no Memorial Descritivo são:

Localização da obra;
Proprietário;
Detalhe de cada etapa da construção;
Alvenaria;
Acabamento;
Objetivo, especificações e normas técnicas;
Movimento de terra, drenagem, fundações;
Detalhamento de materiais empregados na obra.

Para que serve o Memorial Descritivo?

O Memorial Descritivo é uma parte importante do processo de incorporação imobiliária, uma das exigências para que os órgãos públicos autorizem a empresa a construir o empreendimento. Trata-se de um registo técnico com valor legal, assinado pelo profissional ou responsável técnico.

Ele também é importante para segurança jurídica do comprador, especialmente para a aquisição de um imóvel na planta. A partir dele, o consumidor terá um guia detalhado de como a obra será construída e os materiais que serão empregados, tendo a garantia de receber sua casa ou apartamento exatamente da forma que foi apresentada em projeto.

O documento também pode ser utilizado no momento da vistoria de entrega do imóvel.

Fonte: Gazeta do Povo

Notícias

STJ admite recibo como justo título na usucapião; entenda o requisito

Propriedade STJ admite recibo como justo título na usucapião; entenda o requisito Tema envolve interpretação do art. 1.242 do Código Civil e requisitos da usucapião ordinária. Da Redação terça-feira, 17 de março de 2026 Atualizado às 09:28 Na última semana, a 3ª turma do STJ reconheceu recibo de...

Juíza reconhece domínio de imóvel por usucapião após 40 anos de posse

Posse pacífica Juíza reconhece domínio de imóvel por usucapião após 40 anos de posse Magistrada concluiu que autor comprovou posse contínua, pacífica e com ânimo de dono desde 1982. Da Redação quarta-feira, 11 de março de 2026 Atualizado às 16:01 A juíza de Direito Sara Fontes Carvalho de Araujo,...

STJ preserva testamento sem filha mesmo após paternidade reconhecida

Herança STJ preserva testamento sem filha mesmo após paternidade reconhecida Relatora entendeu que não há rompimento de testamento quando o autor mantém suas disposições mesmo ciente de ação de paternidade. 4ª turma entendeu que não há rompimento quando testador manteve disposição patrimonial mesmo...