O que é o 'divórcio cinza' e por que ele está crescendo nos últimos anos?

O que é o 'divórcio cinza' e por que ele está crescendo nos últimos anos?

Em 2022, foram registrados 420.039 divórcios comuns, aumento de 8,6% em relação a 2021, que teve 386.813

Da Redação e nIA Bot
Publicado em 22 de janeiro de 2025 às 08h48.

Os números não mentem: cerca de 30% dos divórcios registrados no Brasil ocorrem entre pessoas acima de 50 anos, segundo as Estatísticas do Registro Civil do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Há pouco mais de uma década, esse índice era de menos de 10%. O fenômeno, conhecido como "divórcio cinza" ou "grey divorce", vem ganhando força, especialmente entre casais de longa data que decidem encerrar o relacionamento em busca de novos propósitos e experiências.

Ainda que seja uma tendência ativa, sobretudo entre as mulheres mais velhas, o divórcio em geral têm mostrado um aumento significativo nos últimos anos, conforme revela o IBGE.

Em 2022, foram registrados 420.039 divórcios, aumento de 8,6% em relação a 2021, que teve 386.813. Foi o maior número desde o início da série histórica em 2007 e corresponde a aproximadamente um divórcio para cada 2,3 casamentos.

O que não entra no regime de comunhão parcial de bens?

O 'divórcio cinza' está em alta

A tendência vem mudando ao longo dos anos motivada por mais independência — emocional e financeira — das mulheres, em especial as mais velhas. Especialistas apontam que a maior expectativa de vida, associada à aposentadoria e ao empoderamento feminino, é uma das razões por do aumento dos "divórcios cinzas". A ideia de permanecer em um casamento "morno" deixou de ser uma obrigação social, e uma separação matrimonial já não carrega mais o estigma de décadas atrás.

O fortalecimento da independência feminina também desempenha um papel crucial no aumento do "divórcio cinza". Com carreiras consolidadas e maior autonomia financeira, as mulheres também se sentem mais confiantes para romper relações que não atendem às suas expectativas, o que aumenta a tendência das separações.

Mais do que uma ruptura, o "divórcio cinza" tem sido visto como uma nova fase da vida.

Até que a morte nos separe?

O perfil dos divórcios no Brasil tem passado por mudanças significativas nos últimos anos. De acordo com os dados mais recentes do IBGE, a idade média dos homens no momento da separação é de 44 anos, enquanto para as mulheres é de 41.

O tempo médio de duração dos casamentos também tem diminuído. Em 2010, os divórcios ocorriam, em média, após 16 anos de união. Hoje, esse número caiu para 13,8 anos e 47,7% das separações acontecem após menos de 10 anos de casamento, indicando mudanças nas dinâmicas familiares e na percepção sobre a continuidade de relações insatisfatórias.

Outra tendência marcante é o aumento da guarda compartilhada em casos de divórcios com filhos menores. Em 2014, apenas 7,5% dos casos optavam por esse modelo, enquanto em 2022 o número subiu para 37,8%. Em contrapartida, a guarda exclusiva pela mãe diminuiu de 85% para 50,3% no mesmo período, refletindo uma maior divisão de responsabilidades entre os pais.

No cenário regional, algumas cidades do Paraná registraram as maiores taxas de divórcio no país. Em Ivatuba, foram contabilizados 7 divórcios para cada mil habitantes, enquanto Iracema do Oeste registrou 6 divórcios por mil habitantes. Esses dados mostram não apenas o aumento na taxa de separações, mas também uma evolução nas práticas relacionadas às dinâmicas familiares e sociais no Brasil.

Fonte: Exame

                                                                                                                            

Notícias

Magistrado reverte guarda de criança após constatação de alienação parental

Extraído de Recivil Magistrado reverte guarda de criança após constatação de alienação parental O juiz Geomir Roland Paul, titular da Vara da Família da Comarca de Brusque, deferiu pedido de tutela antecipada para reverter a guarda de uma criança, filha de casal separado, em favor do pai. A medida...

Lei do Gás atrairá investidores

Extraído de Gás Brasil | 21/03/2011 | Regulamentação da Lei do Gás atrairá investidores Artigo de Márcio Monteiro Reis e Renato Otto Kloss. Após sucessivos adiamentos, foi editado no fim do ano, o Decreto federal 7.382/2010, que traz a regulamentação a Lei 11.909, mais conhecida como Lei do Gás,...

Bandeira branca

  OAB prepara a guerra, CNJ e STF ensaiam a paz Por Rodrigo Haidar   A Ordem dos Advogados do Brasil mirou no alvo errado e acertou o próprio pé. Na esteira do natural antagonismo entre o jovem Conselho Nacional de Justiça e o vetusto Supremo Tribunal Federal, que passaram a dividir um...

Caminho mais curto

  PEC sobre fim de ação em segundo grau é polêmica Por Marina Ito   Na segunda-feira (21/3), o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Cezar Peluso, vai apresentar, em um evento na FGV Direito Rio, uma Proposta de Emenda Constitucional para que os processos sejam finalizados e...

Igualdade das partes

Extraído de DPU Artigo: MP ao lado do juiz viola equidistância das partes  Por Eduardo Tergolina Teixeira, Gabriel Faria Oliveira e Vinícius Diniz Monteiro de Barros    A Constituição do Brasil, em seu artigo 5º, caput e incisos LIV e LV, estabelece a igualdade das partes no curso do...