PEC aprovada na CCJ da Câmara iguala direitos das empregadas domésticas

Extraído de: Olhar Direto  - 05 de Julho de 2011

PEC aprovada na CCJ da Câmara iguala direitos das empregadas domésticas

A Comissão de Constituição de Justiça e Cidadania da Câmara dos Deputados aprovou por unanimidade a PEC 478/10 que estabelece a igualdade dos diretos trabalhistas entre as empregadas domésticas e demais trabalhadores urbanos e rurais.

Para o autor da proposta, deputado Carlos Bezerra (PMDB/MT), essa aprovação mostra que o país está revendo uma grande falha na Constituição de 1988. Bezerra reconhece que, equalizar o tratamento jurídico entre os empregados domésticos e os demais trabalhadores elevará as responsabilidades sociais e trabalhistas.

O parlamentar diz não temer uma demissão em massa das empregadas domésticas, devido ao aumento desses encargos. Vai ser igual ao salário mínimo, quando aumentou, todos disseram que empresas iriam quebrar e não quebrou. As empregadas domésticas vão ser igual, todos vão falar, mas no final, todos vão querer ter uma, comparou.

Com a proposta de Bezerra, cerca de sete milhões de trabalhadores domésticos poderão ser beneficiados. As mudanças pretendidas permitirão acesso ao FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) obrigatório, ao Seguro-Desemprego, ao pagamento de horas extras e ao benefício previdenciário por acidente de trabalho, prerrogativas que estão excluídas do rol dos direitos a eles assegurados na Constituição Federal.

A proposta segue agora para uma Comissão Especial que analisará o mérito antes de ser votada em dois turnos pelo plenário da Casa.

 

Extraído de JusBrasil

Notícias

Juíza reconhece domínio de imóvel por usucapião após 40 anos de posse

Posse pacífica Juíza reconhece domínio de imóvel por usucapião após 40 anos de posse Magistrada concluiu que autor comprovou posse contínua, pacífica e com ânimo de dono desde 1982. Da Redação quarta-feira, 11 de março de 2026 Atualizado às 16:01 A juíza de Direito Sara Fontes Carvalho de Araujo,...

STJ preserva testamento sem filha mesmo após paternidade reconhecida

Herança STJ preserva testamento sem filha mesmo após paternidade reconhecida Relatora entendeu que não há rompimento de testamento quando o autor mantém suas disposições mesmo ciente de ação de paternidade. 4ª turma entendeu que não há rompimento quando testador manteve disposição patrimonial mesmo...

Sobrenome do ex-cônjuge após o divórcio: exclusão pela via registral

Opinião Sobrenome do ex-cônjuge após o divórcio: exclusão pela via registral Marcos Dallarmi 6 de março de 2026, 6h39 Sob a ótica procedimental, a prática recomenda atenção a quatro pontos: prova do fato jurídico; precisão do resultado; segurança na formalização; e coerência pós-averbação. Confira...