Pequenos negócios podem incrementar economias locais

Extraído de: Sebrae SP  - 53 minutos atrás

Pequenos negócios podem incrementar economias locais

Sebrae e Tribunais de Contas orientam municípios sobre como aplicar lei que prioriza micro e pequenas empresas nas compras públicas

Brasília O faturamento das micro e pequenas empresas com fornecimento de produtos e serviços para as prefeituras municipais podem chegar a cerca de R$ 55 bilhões por ano, caso os mais de 5,5 mil municípios brasileiros passem a adotar tratamento diferenciado aos pequenos negócios nas licitações públicas de até R$ 80 mil, lotes de 25% nas contratações e na subcontratação de até 30% - dos grandes contratos. Considerando que cada real gasto pelo governo municipal alavanca R$ 0,70 a mais na economia, a injeção dos R$ 55 bilhões poderá gerar localmente outros R$ 40 bilhões em incremento econômico totalizando quase R$ 100 bilhões por ano.

As projeções fazem parte do estudo que o Sebrae e a Confederação Nacional do Municípios (CNM) acabam de concluir, onde ficou demonstrado que a participação dos pequenos negócios nas compras municipais já ocorre de forma sistematizada em 850 municípios brasileiros, com média de 40% do volume total dos recursos destinados às aquisições. Essa e outras medidas são garantidas pela Lei Geral da Micro e Pequena Empresa.

Para orientar e incentivar os municípios brasileiros a implementar as normas introduzidas pela Lei Geral, o Sebrae, os Tribunais de Contas estaduais, prefeitos, vice-prefeitos e vereadores estarão reunidos nesta quarta-feira (13), às 13h, simultaneamente, em mais de 20 estados. Os encontros servirão para explicar e orientar os gestores municipais sobre os benefícios para a administração pública e para os municípios.

Precisamos criar um ambiente favorável para os pequenos negócios, pois esse é um mecanismo de desenvolvimento econômico regional muito forte, constata o presidente do Sebrae, Luiz Barretto. Isso demonstra, na avaliação do presidente do Sebrae, o grande potencial da Lei Geral da Micro e Pequena Empresa como ferramenta para melhorar a economia e a qualidade de vida dos moradores de cidades brasileiras.

Ao adquirir dos pequenos negócios locais, a prefeitura evita a transferência de recursos para outros municípios mais ricos, garantindo assim a circulação no seu próprio município desses recursos, com o pagamento de salários, compra de insumos, impostos etc. Além do impacto financeiro, existe também o efeito na oferta de empregos. Segundo estudos do Ministério do Planejamento, em 2007 e 2008 para cada R$ 1 bilhão comprado foram gerados cerca de sete mil novos postos de trabalho.

A iniciativa das reuniões faz parte de acordo assinado, no ano passado, entre o Sebrae, a Associação dos Membros de Tribunais de Contas do Brasil (Atricon) e o Instituto Rui Barbosa. O principal objetivo será o de sensibilizar e capacitar os gestores municipais e os técnicos dos Tribunais de Contas sobre os benefícios da implementação da Lei Geral da Micro e Pequena Empresa, em especial do Capítulo V Do Acesso aos Mercados (compras públicas), como indutoras da economia sustentável nas cidades brasileiras. Desde a entrada em vigor dessa lei, em 2006, 3,8 mil municípios aprovaram suas legislações locais, mas apenas 850 cidades brasileiras implementaram de fato a norma. Queremos mostrar aos prefeitos que dar um tratamento diferenciado para as micro e pequenas empresas nas licitações não acarreta qualquer problema na prestação de contas da prefeitura. Pelo contrário, está previsto e os Tribunais de Contas estão empenhados em fazer com que a legislação seja seguida explica Luiz Barretto.

Articulação

O presidente da Atricon, Antônio Joaquim, diz que com os encontros desta quarta, o Sebrae terá a oportunidade de conversar e sensibilizar os prefeitos e presidentes de câmaras de vereadores a adotarem as providências necessárias para a efetiva aplicação da Lei Geral. A articulação desenhada colocará frente a frente os gestores municipais, a instituição federal interessada e os órgãos de fiscalização, todos falando uma mesma linguagem, afirma. Antônio Joaquim ressalta ainda que vão ser estabelecidas metas de orientação e capacitação para até o próximo ano e que a partir de 2015 os Tribunais de Contas passarão a fiscalizar e atuar com medidas punitivas ao descumprimento da Lei Geral.

 

Veja abaixo como a legislação que beneficia os pequenos negócios evoluiu nos últimos anos:

Mais informações:

Assessoria de Imprensa Sebrae

(61) 2107-9300

(61) 2104-2770/2769/2766

(61) 3243-7851

imprensa@sebrae.com.br

Autor: Alessandra Pires

Extraído de JusBrasil

Notícias

Difamação contra menor no Orkut é crime de competência da Justiça Federal

27/04/2011 - 08h03 DECISÃO Difamação contra menor no Orkut é crime de competência da Justiça Federal O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que a competência para julgamento dos crimes de difamação contra menores por meio do site de relacionamento Orkut é da Justiça Federal. Os ministros da...

Registro de patente será mais ágil a partir de maio

Extraído de Notícias Jurídicas Processo de registro de patente será mais ágil a partir de maio SÃO PAULO – O registro de patentes no Inpi (Instituto Nacional da Propriedade Intelectual) será mais ágil a partir de 3 de maio. O novo sistema possibilitará aos depositantes de patentes acompanhar, em...

Prática de falar mal do ex para filhos é crime

Extraído de IBDFAM Prática de falar mal do ex para filhos é crime 26/04/2011 | Fonte: Eshoje (Espírito Santo) Já ouviu falar de "alienação parental"? Esta é uma pratica que vem se tornando comum e que pode causar danos gravíssimos para crianças e adolescentes. A alienação acontece quando pais se...

Clipping - Paternidade em xeque - Jornal Estado de Minas

Fonte: Jornal Estado de Minas Publicado em 25/04/2011   Clipping - Paternidade em xeque - Jornal Estado de Minas   Mesmo provando não ser o pai biológico, depois de três exames de DNA, homem é obrigado a pagar pensão de R$ 9.810 sob a tese de laço afetivo. Ele se recusou e chegou a ser...

Banco terá que devolver a cliente dinheiro reaplicado sem autorização

26/04/2011 - 08h02 DECISÃO Banco terá que devolver a cliente dinheiro reaplicado sem autorização O Banco da Amazônia (Basa) terá que restituir a um cliente de Minas Gerais os valores que ele havia aplicado em fundo de investimento e que foram redirecionados sem sua autorização para outro fundo,...