Renavam imobiliário

Governo quer tornar mais ágil crédito imobiliário

Preocupado em garantir a continuidade do crescimento do crédito imobiliário no país, o governo estuda um conjunto de medidas para tornar as operações mais rápidas, seguras e com custo mais baixo. O propósito é que a liberação de um financiamento imobiliário leve apenas algumas horas para ser concluída. O prazo varia hoje entre uma semana e dois meses, dependendo do agente financeiro. A chamada concentração do ônus na matrícula (no cartório onde o imóvel estiver registrado); a criação de uma espécie de Renavam imobiliário, com o registro de todos os financiamentos habitacionais em uma empresa especializada; e um modelo de troca de informações que dispense o papel, com assinatura certificada, registro eletrônico e um portal dos cartórios, são algumas das medidas.

O primeiro passo para a simplificação dessas operações, que é a concentração do ônus na matrícula, deverá ser implementada ainda no segundo semestre. O novo sistema está em fase final de discussão nos ministérios da Fazenda e da Justiça, com a participação do Banco Central (BC) e de representantes dos demais bancos que atuam nesse segmento. O instrumento funciona como uma espécie de blindagem do imóvel e evitará que o comprador seja surpreendido no futuro com a penhora do bem, por exemplo.

A medida também dispensa a varredura em vários cartórios para descobrir a existência de ações de execução de dívidas. Ficam valendo somente aqueles ônus que estiverem averbados na matrícula do imóvel no momento da assinatura do contrato. Mas, para isso, é preciso aprovar uma nova lei no Congresso.

Já o Renavam imobiliário foi instituído este ano numa resolução do BC e está em fase de regulamentação. A exigência de um banco de dados com o registro de todos os financiamentos (Cetip, por exemplo), além de aumentar a segurança nas operações, vai melhorar a governança no setor imobiliário, permitindo aos órgãos de controle monitorar a evolução dos preços e tomar medidas para prevenir bolhas, como a que aconteceu nos Estados Unidos e ajudou a deflagrar a crise de 2008. Segundo técnicos envolvidos nas discussões, mesmo as medidas para eliminar o uso do papel nas transações, que levam mais tempo para ser aplicadas, devem estar no varejo em dois anos, no máximo. Alguns bancos, como a Caixa Econômica Federal, por exemplo, têm buscado experiências semelhantes em casos pontuais.

 

Fonte: O Globo, Geralda Doca, 10/02/2013
Extraído de Anoreg/BR

Notícias

STJ admite recibo como justo título na usucapião; entenda o requisito

Propriedade STJ admite recibo como justo título na usucapião; entenda o requisito Tema envolve interpretação do art. 1.242 do Código Civil e requisitos da usucapião ordinária. Da Redação terça-feira, 17 de março de 2026 Atualizado às 09:28 Na última semana, a 3ª turma do STJ reconheceu recibo de...

Juíza reconhece domínio de imóvel por usucapião após 40 anos de posse

Posse pacífica Juíza reconhece domínio de imóvel por usucapião após 40 anos de posse Magistrada concluiu que autor comprovou posse contínua, pacífica e com ânimo de dono desde 1982. Da Redação quarta-feira, 11 de março de 2026 Atualizado às 16:01 A juíza de Direito Sara Fontes Carvalho de Araujo,...

STJ preserva testamento sem filha mesmo após paternidade reconhecida

Herança STJ preserva testamento sem filha mesmo após paternidade reconhecida Relatora entendeu que não há rompimento de testamento quando o autor mantém suas disposições mesmo ciente de ação de paternidade. 4ª turma entendeu que não há rompimento quando testador manteve disposição patrimonial mesmo...