Venda de medicamentos em supermercados é rejeitada

10/04/2012 19:35

Venda de medicamentos em supermercados é rejeitada

O Plenário da Câmara rejeitou nesta terça-feira (10) a liberação da venda, em supermercados, armazéns, empórios e lojas de conveniência, de medicamentos isentos de receita médica (como analgésicos e antigripais). O dispositivo estava previsto no relatório do deputado Sandro Mabel (PMDB-GO) à Medida Provisória 549/11 e foi derrubado por um destaque do DEM, aprovado por 246 votos a 81 e duas abstenções.

Apenas o PMDB encaminhou o voto favorável à venda em supermercados, mas não houve consenso dentro do partido. Presidente da Frente Parlamentar da Saúde, o deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS) protestou contra a proposta de Mabel. Perondi ressaltou que mesmo os medicamentos que dispensam a receita podem fazer mal à saúde. PSDB, PSD, PSB, PCdoB, DEM, PV, PPS, PSOL, PMN e PDT indicaram o voto contrário à liberação, enquanto PT, PP, PTB, PSC, PRB e a liderança do governo liberaram as bancadas.

Incentivo à automedicação
Para o deputado Ronaldo Caiado (DEM -GO), a permissão da venda de medicamentos em supermercados e lojas de conveniência poderia aumentar a venda de remédios falsificados ou fora do prazo da validade, uma vez que as autoridades sanitárias não teriam como controlar todos esses estabelecimentos. “Se liberarmos [a venda em supermercados], a sociedade ficará exposta, já que não haverá fiscalização. Imaginem o quanto não haverá de data de validade falsificada, caixas trocadas? Nas farmácias, pelo menos há um farmacêutico [para fiscalizar]”, argumentou.

O possível incentivo à automedicação foi uma crítica bastante usada pelos parlamentares contrários à medida, como os deputados João Ananias (PCdoB-CE), Amauri Teixeira (PT-PA) e Mandetta (DEM-MS). “Não se pode tratar medicamentos da mesma forma como arroz e bolacha”, disse Mandetta.

Por sua vez, Mabel, em defesa da proposta, afirmou que a venda em supermercados e lojas de conveniência beneficiaria a população de baixa renda. "Na periferia, as farmácias fecham durante a noite e as pessoas não têm medicamentos estocados ou carro para buscar no centro um remédio para baixar uma febre, por exemplo", sustentou.

 

Reportagem – Carol Siqueira
Edição – Marcelo Oliveira

Agência Câmara de Notícias
 
 


 

Notícias

Sobrenome do ex-cônjuge após o divórcio: exclusão pela via registral

Opinião Sobrenome do ex-cônjuge após o divórcio: exclusão pela via registral Marcos Dallarmi 6 de março de 2026, 6h39 Sob a ótica procedimental, a prática recomenda atenção a quatro pontos: prova do fato jurídico; precisão do resultado; segurança na formalização; e coerência pós-averbação. Confira...

STJ: Ministra admite penhora de imóvel alienado por dívida condominial

Dívida STJ: Ministra admite penhora de imóvel alienado por dívida condominial Decisão da ministra Daniela Teixeira aplica entendimento da 2ª seção sobre natureza propter rem dos débitos de condomínio Da Redação quinta-feira, 5 de março de 2026 Atualizado às 10:57 Ministra Daniela Teixeira aplicou...

STJ autoriza exclusão de sobrenome paterno por abandono afetivo

Família STJ autoriza exclusão de sobrenome paterno por abandono afetivo Por unanimidade, 3ª turma permitiu alteração no registro civil. Da Redação terça-feira, 3 de março de 2026 Atualizado às 18:18 Por unanimidade, a 3ª turma do STJ deu provimento a recurso para permitir a supressão de sobrenome...