"Quociente de inteligência"

O reconhecimento da impressão digital

(01.07.11)

A história passou-se há quatro ou cinco anos, em escritório de hoje atuante advogado, ex-magistrado de carreira, recém aposentado.

Estava em período experimental, na banca, um estagiário que aportara havia duas semanas, com uma bagagem de excelentes notas na faculdade, mas "zero" de malandragem forense. Ele ainda não justificara o Q.I. com o qual se apresentara para fazer o estágio.

Não se trata, no caso, do Q.I. "quociente de inteligência", mas do conhecido Q.I., epíteto de "quem indica" e que, no caso, tinha tido origem na corte.

Dois advogados novos da equipe lidavam com a montagem da petição inicial de ação contra uma operadora de plano de saúde, a ser movida por uma pessoa analfabeta. Esta apusera, na procuração, a impressão digital de seu polegar direito. Um dos dois noveis advogados - pretendendo pilheriar com o estagiário - deu-lhe a ordem:

- Vai a um dos tabelionatos do centro, fazer o reconhecimento da assinatura digital!

O estagiário partiu para cumprir a missão. Meia hora depois, ante a recusa dos atendentes cartorários em fazer o reconhecimento do polegar estampado, o estagiário - invocando o nome de seu "padrinho" - pediu para ser recebido pelo tabelião. Deste recebeu, na hora, uma estrepitosa aula sobre mandatos, documentação digital etc.

Ao voltar, o estagiário foi ao gabinete do titular do escritório para narrar a experiência vivida. No fim da tarde, o advogado dono reuniu toda a equipe.

Primeiro, para proibir a repetição de gozações no ambiente de trabalho. Segundo, para aplicar um "xixi" nos dois noveis advogados que haviam recolhido, sob a forma de impressão digital, a assinatura da cliente analfabeta.

- Só analfabetos jurídicos desconhecem que seus congêneres analfabetos mundanos, por não saberem ler nem escrever, devem outorgar procuração por instrumento público - disse o jurisconsulto.

E pôs todos os presentes na sala a ler e decorar os artigos nºs 653 a 663 do Código Civil.

 

Fonte: www.espacovital.com.br
 

 

Notícias

Bens situados no exterior são mantidos fora de divisão de herança no Brasil

Bens situados no exterior são mantidos fora de divisão de herança no Brasil 14/01/2026 Lei brasileira não rege sucessão de bens no exterior. A 1ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo manteve decisão da 9ª Vara da Família e das Sucessões da Capital que negou pedido de homem...

STJ afasta execução contra cônjuge de empresário em comunhão universal

Recuperação judicial STJ afasta execução contra cônjuge de empresário em comunhão universal Para 3ª turma, a comunhão total do patrimônio impede tratar o cônjuge como garantia “externa” à recuperação judicial. Da Redação terça-feira, 13 de janeiro de 2026 Atualizado às 11:56 A 3ª turma do STJ...

Por que cada vez mais mulheres deixam de adotar o sobrenome do marido?

Por que cada vez mais mulheres deixam de adotar o sobrenome do marido? Por Júlia Cople — Rio de Janeiro 08/01/2026 03h30  Atualizado há 23 horas Embora muitas mulheres ainda adotem o sobrenome do marido (foram mais de 371 mil só em 2024), a maioria hoje escolhe não fazê-lo, seja pelo receio da...