Caminho sem volta

26/04/2013 - 18h50 Comissões - Rio+20 - Atualizado em 26/04/2013 - 20h23

Ferraço: desenvolvimento sustentável é caminho sem volta

Da Redação

Para o senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES), presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE), o desenvolvimento sustentável é um caminho sem volta, pois, se não houver uma relação mais equilibrada com os recursos naturais, "a própria civilização ficará comprometida". Ele fez a declaração nesta sexta-feira (26), durante o Colóquio Internacional sobre a Rio+20 e Biodiversidade.

Ao ressaltar que "essa é uma estrada na qual não se caminha sozinho", Ferraço disse que as políticas públicas para o desenvolvimento sustentável têm de ser elaboradas em conjunto por Executivo, Legislativo, Judiciário, setor privado, sociedade, institutos de pesquisa e organizações não-governamentais.

O senador também avaliou que, apesar das críticas à Rio+20 pela ausência de prazos e metas "mais concretos", o texto final apresentado pela conferência teve o mérito de enfatizar a dimensão social do debate, ao assinalar o desenvolvimento sustentável não é possível sem o esforço pela erradicação da pobreza.

Ferraço lembrou que nesse documento (intitulado O futuro que queremos) há a preocupação com a estimativa de que uma em cada cinco pessoas no planeta viva em situação de pobreza extrema – ou seja, mais de 1 bilhão de pessoas.

Além disso, Ferraço disse que o documento contém "um chamado claro na direção de uma nova ética ambiental" que envolve o equilíbrio entre necessidades econômicas, sociais e ambientais para as atuais e as futuras gerações. Ele frisou que, ao se analisar os desdobramentos de O futuro que queremos, é fundamental discutir os passos a serem dados nos próximos anos, "particularmente face ao papel de liderança do Brasil nesse debate global".

Homenagem

Também houve, durante o encontro, uma homenagem ao embaixador Luiz Alberto Figueiredo Machado, que foi o secretário executivo da Comissão Nacional para a Rio+20. Ferraço declarou que o embaixador "é um dos mais destacados diplomatas do Brasil e do mundo, tendo participado de inúmeras negociações ambientais como representante do país".

– Seu amplo conhecimento se refere não apenas à política e ao direito ambiental, mas também a energia, ciência e tecnologia – acrescentou, lembrando que o embaixador passará a trabalhar na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova Iorque.

O evento desta sexta-feira foi promovido por duas comissões do Senado: a CRE e a Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA). O vice-presidente da CMA, senador Eduardo Amorim (PSC-SE), também participou do encontro.

 

Agência Senado

 

Notícias

Inclusão do cônjuge do devedor na execução: até onde vai a conta do casamento?

Opinião Inclusão do cônjuge do devedor na execução: até onde vai a conta do casamento? Lina Irano Friestino 19 de dezembro de 2025, 9h25 A decisão do STJ no REsp 2.195.589/GO reforça algo que, no fundo, já estava escrito na lógica do regime de bens: casar sob comunhão parcial significa dividir não...

Contrato e pacto antenupcial pela perspectiva de gênero

Contrato e pacto antenupcial pela perspectiva de gênero Autor: Rodrigo da Cunha Pereira | Data de publicação: 16/12/2025 O Direito das Famílias e Sucessões está cada vez mais contratualizado. Isto é resultado da evolução e valorização da autonomia privada, que por sua vez, vem em consequência do...

Autocuratela o novo instrumento que redefine autonomia no futuro

Autocuratela o novo instrumento que redefine autonomia no futuro Marcia Pons e Luiz Gustavo Tosta Autocuratela, agora regulamentada pelo CNJ, permite que qualquer pessoa escolha seu curador antecipadamente, reforçando autonomia e prevenindo conflitos familiares. terça-feira, 9 de dezembro de...

Valor Investe: Seu imóvel vai ganhar um 'CPF': veja o que muda a partir de 2026

Valor Investe: Seu imóvel vai ganhar um 'CPF': veja o que muda a partir de 2026 Por Yasmim Tavares, Valor Investe — Rio 02/12/2025 06h30  Atualizado há 4 dias A implementação do CIB acontecerá de forma escalonada: capitais e grandes municípios terão até agosto de 2026 para atualizar seus...