Censo vai traçar perfil dos magistrados brasileiros

Foto: Luiz Silveira/Agência CNJ

Censo vai traçar perfil dos magistrados brasileiros

04/11/2013 - 20h05

O Censo dos Magistrados, segunda etapa do Censo Nacional do Poder Judiciário, foi lançado nesta segunda-feira (4/11) no plenário do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O coordenador do Censo, conselheiro Paulo Teixeira, membro da Comissão Permanente de Eficiência Operacional e Gestão de Pessoas, abriu oficialmente a cerimônia, conclamando os 17 mil magistrados a responderem ao questionário que ficará disponível até o dia 13 de dezembro no portal do CNJ. Nas primeiras quatro horas do Censo, cerca de 700 questionários foram preenchidos, o que corresponde a 4% do total de magistrados.

“Hoje inauguramos a última fase da investigação sobre o perfil do Judiciário brasileiro e convidamos todos os juízes do Brasil, desembargadores, ministros e conselheiros a preencherem o questionário; essa missão é importantíssima”, disse o conselheiro Paulo Teixeira. “As informações prestadas serão fundamentais na construção e no desenvolvimento de ações que promovam o aperfeiçoamento do Judiciário brasileiro como um todo”, completou o conselheiro Guilherme Calmon.

No questionário, os magistrados poderão emitir opiniões sobre questões relativas ao exercício das suas funções; sobre o trabalho que desenvolvem nos tribunais, assim como poderão revelar o nível de satisfação que possuem no trabalho e na carreira. Na avaliação dos conselheiros, essas são informações indispensáveis para o planejamento da Justiça brasileira.

“O Judiciário tem desafios a vencer. A morosidade dos processos é um deles e isso passa pela estrutura física e de pessoal existente em todas as unidades judiciárias do País. Conhecer essa situação ajuda no planejamento de estratégias e na adoção de ações necessárias para o combate a esses problemas”, reforçou o conselheiro Saulo Casali Bahia.

As informações prestadas no questionário elaborado pelo Departamento de Pesquisas Judiciárias (DPJ), do CNJ, são completamente sigilosas e os dados estatísticos só começarão a ser divulgados a partir do ano que vem. Na avaliação do conselheiro Fabiano Silveira, a pesquisa servirá como uma espécie de autorretrato do Judiciário.  “São informações que humanizam os dados que temos sobre a Justiça e lhes conferem certa densidade para que não sejam lidos de forma tão fria ou seca”, ponderou.

Além desses conselheiros, estiveram na cerimônia de abertura do Censo os conselheiros Flavio Sirangelo, Rubens Curado, Gisela Gondin e Deborah Ciocci.

Acesso ao Censo – Para preencher o Censo, o magistrado pode acessar o endereço www.cnj.jus.br/censo e clicar a aba Questionário. Lá, conseguirá ter acesso à pesquisa por meio de seu CPF. O link do Censo está liberado desde as 11h30 desta segunda-feira (4/11) e ficará disponível até o dia 13 de dezembro.

A pesquisa é a segunda etapa do Censo Nacional do Poder Judiciário. A primeira, encerrada no mês passado (21/10), foi aplicada entre os 285 mil servidores do Poder Judiciário e respondida por 60% deles (173 mil).

Formada por 60 perguntas divididas em quatro blocos, a pesquisa buscou sistematizar as situações pessoais e funcionais, além de analisar a opinião dos servidores da Justiça de 91 tribunais e três conselhos.


Regina Bandeira
Agência CNJ de Notícias
 

Notícias

e-Not Provas e a prova digital no Brasil: avanço necessário

e-Not Provas e a prova digital no Brasil: avanço necessário Renato Martini e André Caricatti A relevância do e-Not Provas não está apenas na captura de uma tela, está na tentativa de resolver a volatilidade do conteúdo online e o risco de desaparecimento do vestígio. sexta-feira, 16 de janeiro de...

Nova Carteira de Identidade: 10 dúvidas comuns sobre o documento

Nova Carteira de Identidade: 10 dúvidas comuns sobre o documento Juliane Aguiar 15/01/2026 14:10 A Carteira Nacional de Habilitação (CNH) continua sendo um documento de identificação válido em todo o Brasil. No entanto, ela não substitui a CIN, que é o documento de registro civil oficial do...

Bens situados no exterior são mantidos fora de divisão de herança no Brasil

Bens situados no exterior são mantidos fora de divisão de herança no Brasil 14/01/2026 Lei brasileira não rege sucessão de bens no exterior. A 1ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo manteve decisão da 9ª Vara da Família e das Sucessões da Capital que negou pedido de homem...

STJ afasta execução contra cônjuge de empresário em comunhão universal

Recuperação judicial STJ afasta execução contra cônjuge de empresário em comunhão universal Para 3ª turma, a comunhão total do patrimônio impede tratar o cônjuge como garantia “externa” à recuperação judicial. Da Redação terça-feira, 13 de janeiro de 2026 Atualizado às 11:56 A 3ª turma do STJ...

Por que cada vez mais mulheres deixam de adotar o sobrenome do marido?

Por que cada vez mais mulheres deixam de adotar o sobrenome do marido? Por Júlia Cople — Rio de Janeiro 08/01/2026 03h30  Atualizado há 23 horas Embora muitas mulheres ainda adotem o sobrenome do marido (foram mais de 371 mil só em 2024), a maioria hoje escolhe não fazê-lo, seja pelo receio da...