Comissão aprova mudanças na regulamentação profissional de radialista

08/11/2013 - 18h40

Comissão aprova mudanças na regulamentação profissional de radialista

Lucio Bernardo Jr. / Câmara dos Deputados
Audiência pública conjunta das comissões de Educação (CE) e de Finanças e Tributação (CFT) para debater as dificuldades nas doações às Universidades Públicas do País. Dep. Alex Canziani (PTB-PR)
Alex Canziani: mesmo sem exigência de curso, emissoras vão procurar profissionais qualificados.

A Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público da Câmara aprovou, com substitutivo, mudanças na regulamentação da profissão de cinegrafista. O projeto de lei original (PL 3242/12), de autoria do deputado Laercio Oliveira (SDD-SE), propunha a regulamentação da profissão sob o argumento de que haveria "lacunas" quanto à normatização do exercício dessa atividade.

No entanto, o relator, deputado Alex Canziani (PTB-PR), lembrou que esses profissionais já estão contemplados nas leis que disciplinam as profissões de jornalista (Decreto-lei 972/69) e radialista (Lei 6.615/78), onde aparecem com as denominações de repórter cinematográfico e operador de câmera de unidade portátil externa.

Canziani decidiu, então, apresentar um substitutivo que altera essas duas leis apenas para reforçar o caráter profissional do cinegrafista, diferenciando-o daqueles que fazem filmagens de forma amadora e acabam registrando flagrantes do interesse de emissoras: "Às vezes, você passa em determinado local e vê um acidente. Se filmar isso, você não é profissional”, destacou o relator.

Sem diploma
No substitutivo aprovado, Canziani retirou as exigências de diploma de curso profissionalizante específico, feita no projeto original, assim como a referência a “câmeras de vídeo destinadas à captura cinematográfica de imagens”, por entender que seria “um contrassenso engessar a atividade em torno de equipamento que pode tornar-se obsoleto, por efeito da convergência de novas mídias”.

Apesar disso, ele considera que as modificações feitas no substitutivo “vão fazer com que haja a efetiva busca de profissionais para aqueles que contratam cinegrafistas”. Isso inclui, diz o deputado, a preferência por cinegrafistas com qualificação em cursos específicos.

“Mercado poluído”
O Sindicato dos Fotógrafos e Cinegrafistas Autônomos do Distrito Federal (Sinfoc) cobra maior reconhecimento profissional para a categoria. A presidente, Ana Alice de Souza, afirma que Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília já oferecem curso superior para cinegrafistas, mas que há dificuldade de registro profissional devido à falta de regras claras.

Ela conta que o Sindicato quer organizar melhor os profissionais “porque o mercado está muito poluído. Tem gente de todo jeito: quem tem condições compra uma câmera, vai lá e filma”, relata. Ana Alice considera que “já está na hora de os políticos  olharem a profissão de outra forma, como uma profissão mesmo".

Tramitação
O projeto será analisado, agora, na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Se for novamente aprovado, poderá seguir diretamente para a análise do Senado, já que tramita em caráter conclusivo nas comissões da Câmara.

 

Reportagem – José Carlos Oliveira
Edição – Dourivan Lima - Foto: Lúcio Bernardo Jr. / Câmara dos Deputados

Agência Câmara Notícias

 

Notícias

Contrato de namoro: Bobagem ou blindagem patrimonial?

Contrato de namoro: Bobagem ou blindagem patrimonial? Izabella Vasconcellos Santos Paz O artigo aborda a importância do contrato de namoro como proteção patrimonial em relacionamentos informais. terça-feira, 23 de dezembro de 2025 Atualizado às 13:24 "Os tempos são líquidos porque tudo muda tão...

STJ julga caso inédito de adoção unilateral com manutenção de poder familiar

Família STJ julga caso inédito de adoção unilateral com manutenção de poder familiar 4ª turma fixou solução inovadora proposta pelo ministro Buzzi. Da Redação sexta-feira, 6 de dezembro de 2019 Atualizado em 7 de dezembro de 2019 16:30 A 4ª turma do STJ concluiu na quinta-feira, 5, julgamento que...

Inclusão do cônjuge do devedor na execução: até onde vai a conta do casamento?

Opinião Inclusão do cônjuge do devedor na execução: até onde vai a conta do casamento? Lina Irano Friestino 19 de dezembro de 2025, 9h25 A decisão do STJ no REsp 2.195.589/GO reforça algo que, no fundo, já estava escrito na lógica do regime de bens: casar sob comunhão parcial significa dividir não...