Conciliar é Legal

 

Trabalho com maiores litigantes rende prêmio Conciliar ao TJMG

 

19/12/2011 - 00h00

Antes mesmo de o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) estabelecer que as demandas de massa seriam o foco da Semana Nacional de Conciliação deste ano, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) antecipou-se e promoveu – ao longo de 2011 – uma série de mutirões a fim de reduzir os processos que envolviam os maiores clientes do Poder Judiciário. A ideia recebeu o prêmio Conciliar é Legal de 2011, em nível estadual.

 

O tribunal mineiro desenvolve práticas em conciliação desde 2003, mas foi em dezembro de 2010 que desenvolveu um projeto voltado para os grandes litigantes, como prestadores de serviços essenciais e instituições bancárias. Durante os cinco dias da Semana Nacional de Conciliação, o TJMG realizou 16.740 audiências e formalizou quase 7 mil acordos, da ordem de R$ 52 milhões.

Indenizações - As instituições bancárias foram responsáveis por cinco deles. Participaram os bancos Itaú, Bradesco, HSBC, Santander e BMG. Em dezembro, foram feitos mutirões para analisar os processos relativos ao pagamento de indenizações envolvendo seguros motivados por danos pessoais causados por veículos automotores de via terrestre (DPVAT). Só desses casos, a conciliação resolveu 90% das ações.

 

Também foi realizado um mutirão para conciliação de processos relativos à empresa fornecedora de energia elétrica Cemig, entre outros. “O prêmio nos indica que estamos no caminho certo. É um projeto exitoso e esse prêmio serve como incentivo para nós”, afirmou a desembargadora Márcia Milanez, sobre a prática intitulada “Mutirão das Demandas Massificadas”, do TJMG.

Diálogo - Um dos coordenadores dos mutirões no Estado, o juiz Raimundo Messias Júnior, da 3ª vara cível de Direito, avalia que a mudança de postura em relação à adoção de métodos pacíficos para a solução de conflitos já é um caminho sem volta. “Não podemos mais pensar em um Judiciário que não dê chance ao diálogo”, enfatizou.

 

O II prêmio Conciliar é Legal premiou outras duas práticas avaliadas nas categorias Justiça do Trabalho, Justiça Federal, além dos três tribunais que obtiveram expressivos números de acordos durante a 6ª Semana Nacional de Conciliação. Os projetos foram avaliados pelo Comitê Gestor da Conciliação conforme os critérios de eficiência, restauratividade das relações sociais, criatividade, exportabilidade, satisfação do usuário, alcance social e desburocratização.

 

Regina Bandeira
Foto/Fonte: Agência CNJ de Notícias

 

 

 

Notícias

STJ garante à companheira partilha dos bens adquiridos durante união de 18 anos

09/03/2011 - 16h06 DECISÃO STJ garante à companheira partilha dos bens adquiridos durante união de 18 anos A Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve decisão que reconheceu a união estável, pelo período de 18 anos, de um casal cujo homem faleceu, bem como a partilha dos bens...

Pedido de justiça gratuita pode ser feito a qualquer tempo

Extraído de Veredictum Pedido de justiça gratuita pode ser feito a qualquer tempo by Max De acordo com a jurisprudência do Tribunal Superior do Trabalho, o pedido de concessão do benefício da justiça gratuita pode ser feito pela parte a qualquer momento ou grau de jurisdição. Quando for solicitado...

Trabalhador retirou-se da audiência porque calçava chinelos de dedos

  Indenização para trabalhador que, calçando chinelos, foi barrado em audiência (04.03.11) Um dia depois da matéria de ontem (3) do Espaço Vital sobre exigências formais (gravata, paletó e calçados) para participar de atos judiciais, surge a notícia de que a União foi condenada a reparar o...

Não é possível reconhecer uniões estáveis paralelas

23/02/2011 - 14h21 STJ decide que é impossível reconhecer uniões estáveis paralelas A Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça admitiu que não é possível reconhecer uniões estáveis paralelas entre um funcionário público aposentado do Rio Grande do Sul e duas mulheres, com as quais manteve...