Consumidores começam a sentir no bolso aumento da gasolina

Aumento de R$ 0,22 por litro da gasolina e de R$ 0,15 por litro do diesel já chegou ao bolso do consumidor  Arquivo/Agência Brasil

Consumidores começam a sentir no bolso aumento da gasolina

04/02/2015 06h03  Brasília
Da Agência Brasil  Edição: Graça Adjuto

A gasolina, o diesel e o etanol estão mais caros em postos de gasolina de Brasília. O aumento de R$ 0,22 por litro da gasolina e de R$ 0,15 por litro do diesel, que começou a valer no domingo (1º), já chegou ao bolso do consumidor. A reportagem da Agência Brasil percorreu vários postos da capital e verificou que o preço do litro da gasolina subiu para até R$ 3,55.

O reajuste é resultado de medidas de elevação de impostos, anunciadas em janeiro pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy. Segundo ele, o objetivo é obter este ano R$ 20,6 bilhões em receitas extras. A maior arrecadação virá da elevação do Programa de Integração Social e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social sobre os combustíveis.

Na semana passada, segundo pesquisa da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a média do preço do litro de gasolina em Brasília era R$ 3,17. A maioria dos postos reajustou o litro para R$ 3,45 - um aumento de R$ 0,28. No único posto visitado que manteve o preço antigo (R$ 3,16) havia fila para abastecer.

Para aproveitar o preço, o fotógrafo André Oliveira decidiu encher o tanque do veículo. “Ainda está na metade, mas passei e vi que o preço está menor do que nos outros postos. O litro da gasolina ficou caro demais, já vi até de R$ 3,55”, disse. Segundo a gerente, Ana Paes, o posto ainda guarda gasolina comprada com o preço antigo, mas o aumento vai ser “inevitável”.

O grupo de amigos do funcionário público Allan Amancio usa o celular para trocar informações de onde a gasolina está mais barata. “Sempre que um perceber que tal posto ainda está no preço antigo, avisa para os outros. Assim, todo mundo economiza. Mas a verdade é que este aumento foi um absurdo. Enquanto em todo o mundo o preço do barril de petróleo vem caindo, no Brasil a gasolina aumenta”, afirmou.

Quem gastava R$ 158,50 para encher um tanque de 50 litros, precisa agora desembolsar em torno de R$ 172,50. Uma aumento de R$ 14 que faz diferença no orçamento, segundo o brigadista Gilberto Valério. “No início do ano, já é comum aumentar os gastos e, desta vez, teve o da gasolina. Ficou caro demais. Esses centavos fazem falta no fim do mês”.

O Sindicato dos Postos de Combustíveis do Distrito Federal disse que não se posiciona sobre os preços praticados pelo varejo. “O preço de bomba ao consumidor é fixado de forma livre por cada posto, dentro de sua visão de mercado, levando em consideração os reajustes repassados pelas distribuidoras”, informou a entidade.

Em São Paulo, segundo a ANP, a média do preço do litro de gasolina era R$ 2,89. Com o aumento, está variando entre R$ 3,09 e R$ 3,19, podendo passar desse valor. No Rio de Janeiro, o litro da gasolina custava, em média, R$ 3,18. O reajuste elevou os preços para valores a partir de R$ 3,40, chegando, em alguns casos, até a R$ 3,99.

Agência Brasil

 

Notícias

Bens situados no exterior são mantidos fora de divisão de herança no Brasil

Bens situados no exterior são mantidos fora de divisão de herança no Brasil 14/01/2026 Lei brasileira não rege sucessão de bens no exterior. A 1ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo manteve decisão da 9ª Vara da Família e das Sucessões da Capital que negou pedido de homem...

STJ afasta execução contra cônjuge de empresário em comunhão universal

Recuperação judicial STJ afasta execução contra cônjuge de empresário em comunhão universal Para 3ª turma, a comunhão total do patrimônio impede tratar o cônjuge como garantia “externa” à recuperação judicial. Da Redação terça-feira, 13 de janeiro de 2026 Atualizado às 11:56 A 3ª turma do STJ...

Por que cada vez mais mulheres deixam de adotar o sobrenome do marido?

Por que cada vez mais mulheres deixam de adotar o sobrenome do marido? Por Júlia Cople — Rio de Janeiro 08/01/2026 03h30  Atualizado há 23 horas Embora muitas mulheres ainda adotem o sobrenome do marido (foram mais de 371 mil só em 2024), a maioria hoje escolhe não fazê-lo, seja pelo receio da...