Debatedores defendem regularização de food trucks

Lucio Bernardo Jr. / Câmara dos Deputados
04/10/2016 - 19h26

Debatedores defendem regularização de food trucks sem prejuízos a comércio local

Lucio Bernardo Jr. / Câmara dos Deputados
Audiência pública sobre
Comissão discutiu a regulamentação da venda de alimentos em espaços públicos

 

 

 

 

 

 

Participantes de audiência pública da Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços defenderam nesta terça-feira (4) a proposta que regulamenta a comercialização de alimentos em espaços públicos, como os food trucks (PL 3954/15). O texto estabelece normas gerais para comercialização de alimentos nesses espaços e em meios como food bikes ou food trailer.

Para o representante da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes, Rodrigo Freire de Aragão, os food trucks são uma realidade no País e é preciso estabelecer uma convivência pacífica com o comércio local. “É importante ter intervenção para não limitar a atividade, atualizar conceitos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para esse tipo de negócio e manter a tranquilidade com o comércio estabelecido”, afirmou.

 
Lucio Bernardo Jr. / Câmara dos Deputados
Audiência pública sobre
Adail Carneiro:opção de alimentos a preços acessíveis 

Aragão destacou que há vários relatos de abusos cometidos por food trucks, como estacionar próximo ao comércio e até mesmo a utilização de banheiros de restaurantes por clientes. “Hoje, são 12 milhões de desempregados, e o food truck acaba sendo uma saída para os comerciantes que estão fechando, mas precisamos valorizar o comércio. Isso deve ser feito da melhor possível, para proteger os empregos, a atividade econômica e garantir a arrecadação por parte do governo”, ponderou.

Convivência em Brasília
O presidente da Associação Brasiliense de Food Trucks, Ronaldo Silveira Vieira, acredita que esse tipo de comércio não pode ser responsabilizado por “quebrar” restaurantes. “Agora, se estaciona todo dia no mesmo local, é porque a regulamentação não está correta”, avaliou.

Segundo ele, Brasília é exemplo da convivência pacífica com os comerciantes. De acordo com Vieira, a capital possui mais de mil pessoas empregadas diretamente na atividade.

Carga tributária
Assessor jurídico do Sindicato de Hotéis, Bares e Restaurantes do Rio de Janeiro, Júlio César Vieira de Mello, afirmou que a cidade foi testemunha de uma mudança veloz com o aumento desse tipo de comércio, e que há um esforço por parte do município em buscar um objetivo comum para não haver prejuízo aos empresários.

Ele também defendeu a regularização desse tipo de venda de alimentos, pois a carga tributária que um estabelecimento tradicional paga é até dez vezes maior, o que acaba gerando injustiças e prejuízos ao comércio local.

Preço acessível
O deputado Adail Carneiro (PP-CE), que é relator do projeto na comissão e solicitou o debate, afirmou que pretende dar celeridade à tramitação da proposta na Câmara a fim de estabelecer normas necessárias para que todos os comerciantes tenham seu espaço. “Os food trucks são uma opção alimentar com preço acessível”, defendeu o parlamentar.

Reportagem - Luiz Gustavo Xavier
Edição - Rosalva Nunes
Agência Câmara Notícias
 

 

Notícias

Intenção de compra de imóveis atinge maior nível em um ano

Intenção de compra de imóveis atinge maior nível em um ano Letícia Furlan Repórter de Mercados Publicado em 11 de abril de 2026 às 14h00. Entre os recortes analisados, o destaque está nas gerações mais jovens. A geração Z, formada por pessoas entre 21 e 28 anos, lidera a intenção de compra, com 59%...

Gênero não binário integra personalidade e pode estar no registro civil

Questão de identidade Gênero não binário integra personalidade e pode estar no registro civil 9 de abril de 2026, 10h38 “O Colendo Supremo Tribunal Federal, no julgamento da ADI 4275, que analisou a possibilidade de alteração do prenome e do sexo no registro civil de pessoa transgênero, assentou...

Testamento estrangeiro com bens no Brasil: Por que o STJ negou a homologação?

Testamento estrangeiro com bens no Brasil: Por que o STJ negou a homologação? Adriana Ventura Maia Supremo decide que bens no Brasil exigem inventário nacional, mesmo com testamento estrangeiro, reforçando a soberania e a segurança jurídica sucessória. quinta-feira, 9 de abril de 2026 Atualizado em...