Deputado se diz otimista quanto à votação de matérias importantes ainda este ano

09/04/2012 20:43

CCJ debaterá reforma política e Código Processual Civil, diz deputado

Arquivo/ Luiz Alves
Ricardo Berzoini
Ricardo Berzoini se diz otimista quanto à votação de matérias importantes ainda este ano.

Mesmo com a chegada do período eleitoral das municipais, no segundo semestre, o presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), deputado Ricardo Berzoini (PT-SP) se diz otimista quanto à votação de matérias importantes ainda este ano.

Segundo Berzoini, a comissão tem condições de fazer um bom debate sobre a Reforma Política e a reforma do Código de Processo Civil (PL 8046/10). "Outras propostas importantes, como o Código de Processo Penal e o Código Penal, é que talvez acabem ficando para o ano que vem. Ainda que possamos debatê-los, mas quanto a votar, o mais provável é que seja mesmo no ano que vem”, relatou.

Berzoini lembrou também que tramita na comissão projeto que trata das terceirizações. “Nos cabe examinar os aspectos da constitucionalidade, da juridicidade e da boa técnica legislativa, mas é óbvio que neste debate sobre a constitucionalidade, como se trata de um valor essencial à democracia que é o valor do trabalho, certamente vamos acabar resvalando no mérito", explicou.

Senado
Ainda que o ritmo dos trabalhos parlamentares no segundo semestre desacelerar, uma comissão especial de juristas criada no Senado para discutir o novo Código Penal permanecerá trabalhando com as diferentes propostas em análise. O relator da comissão especial, procurador Luiz Carlos dos Santos Gonçalves, ressaltou que as alterações no código são de interesse da população, como é o caso da criminalização do terrorismo e também da exploração de jogos de azar, hoje considerada apenas uma contravenção penal.

Embriaguez
Segundo Gonçalves, embriaguez ao volante e disputas de rachas também já têm deverão entrar na proposta da comissão. "Na proposição da comissão nós teremos agora, por exemplo, um homicídio culposo, hoje a pena é de um a três anos, mas pela nossa proposta será de um a quatro. Agora, se esse homicídio ocorrer em circunstâncias de embriaguez ou de racha, a pena passa a ser de quatro a oito anos”, explicou. O procurador lembra ainda que, com a mudança, a pena para esse tipo de crime culposo passará a ser maior que a pena atual para homicídio doloso simples, que atualmente começa em seis anos.

A comissão especial também entende que o crime de embriaguez ao volante pode ser comprovado por todas as provas admitidas pelo direito, inclusive testemunhais e por depoimentos de policiais. Se o condutor do veículo afirmar que não consumiu álcool e quiser produzir prova a seu favor, ele pode requerer exame de sangue ou solicitar que seja submetido ao bafômetro.

Aborto
Já em relação ao polêmico tema do aborto, a prática permanecerá como crime no relatório, mas a figura da descriminalização foi atualizada. Além da lei permitir o aborto em casos de estupro ou para salvar a vida da gestante, a comissão especial ampliou a permissão para interromper a gravidez na hipótese de uso de técnica de fertilização não consentida pela mulher e também nos casos de anencefalia, ou seja, formação de fetos sem cérebro.

 

Reportagem - Idhelene Macedo/ Da Rádio Câmara
Edição - Juliano Pires - Foto: Arquivo/Luiz Alves

Agência Câmara de Notícias
 
 


 

Notícias

PEC dos recursos

  Índice de reforma de decisões preocupa advogados Por Débora Pinho, Gabriela Rocha e Marina Ito   Desde que o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Cezar Peluso, anunciou a polêmica Proposta de Emenda Constitucional para que as decisões passem a ser executadas a partir do...

Oitiva informal é ato extrajudicial

12/04/2011 - 13h06 DECISÃO Oitiva informal de menor pelo MP sem defensor não anula processo A oitiva informal é ato extrajudicial, no qual a ausência de defensor do menor poderia levar ao reconhecimento de mera irregularidade, não de nulidade. Assim entendeu a Sexta Turma do Superior Tribunal de...

Prova nova não autoriza ação revisional contra transação homologada em juízo

13/04/2011 - 09h08 DECISÃO Prova nova não autoriza ação revisional contra transação homologada em juízo A Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) fixou o entendimento de que não é cabível ação de revisão criminal com o objetivo de desconstituir sentença que homologou transação penal,...

TJDFT alerta sobre golpe do falso cartório

TJDFT alerta sobre golpe do falso cartório  Ter, 12 de Abril de 2011 07:57 O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios alerta sobre um novo golpe que está sendo realizado em Brasília, falsamente relacionado aos Cartórios Extrajudiciais do TJDFT. O golpe consiste no envio de...

Nulidade absoluta pode ser sanada?

Extraído de JusBrasil Nulidade absoluta pode ser sanada?  Denise Cristina Mantovani Cera Extraído de: Rede de Ensino Luiz Flávio Gomes - 8 minutos atrás A nulidade absoluta é aquela em que a gravidade do ato viciado é flagrante e o prejuízo é manifesto. Diante de uma nulidade absoluta, o vício...

OAB irá ao Supremo contra agendamento de conversa entre advogado e preso

Extraído de JusBrasil OAB irá ao Supremo contra agendamento de conversa entre advogado e preso Extraído de: OAB - Rondônia - 1 hora atrás Brasília, 11/04/2011 - O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), decidiu hoje (11) que irá ajuizar junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) Ação...