Doar é Legal

Foto: divulgação

Conselheiro defende campanhas para estimular aumento de doadores

27/09/2012 - 07h44

A lista de espera por transplantes de órgãos e tecidos no Brasil está atualmente em torno dos 60 mil pacientes, de acordo com dados do Ministério da Saúde. Depois de intensificar a campanha Doar é Legal, a meta do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) agora é ajudar na redução dessa lista. O conselheiro Jorge Hélio Oliveira, relator da Recomendação 34 que sugeriu aos demais tribunais brasileiros darem o apoio à iniciativa gaúcha de criar o programa Doar é Legal, defende que o CNJ procure os órgãos estaduais de Justiça para que estendam a campanha para os canais públicos de televisão. Neste dia 27 de setembro é comemorado o Dia Nacional da Doação de Órgãos.

A ideia do conselheiro é que sejam feitas mensagens em formatos de vinhetas, clips e filmes de curta metragem destacando a importância da doação. A intenção é atingir um público ainda não alcançado pelos sítios eletrônicos ou não mobilizado por “determinados elementos morais ou religiosos”. “Doar órgãos não traz problemas para o doador e traz qualidade de vida para o receptor”, afirma o conselheiro Jorge Hélio.

Nessa estratégia, os enredos abordariam questões mais subjetivas e argumentações de crenças resistentes às práticas de retirada e transplante de órgãos. Assim, em linhas gerais, “o Poder Judiciário agiria como governo, em defesa da promoção social, do interesse coletivo e da preservação da vida”, conclui.

Como ser um doador – Para ser um doador de órgãos, não é necessário providenciar nenhum documento por escrito, esclarece o Ministério da Saúde. Basta que a família do interessado esteja ciente da vontade desse familiar. Assim, quando for constatada a morte encefálica do paciente, uma ou mais partes do corpo que estiverem em condições de serem aproveitadas poderão ajudar a salvar as vidas de outras pessoas. Alguns órgãos podem ser doados em vida, tais como parte do fígado, um dos rins e parte da medula óssea.

 

Fausto José Barbosa
Agência CNJ de Notícias

Notícias

Biometria facial não valida empréstimo contratado por incapaz

Aval obrigatório Biometria facial não valida empréstimo contratado por incapaz 27 de março de 2026, 18h57 Segundo Ribas, o denominado “dossiê de contratação” e o comprovante de assinatura eletrônica indicaram apenas a participação direta do homem, sem qualquer demonstração de intervenção de sua...

Comprador herda débitos acumulados em aluguéis após aquisição de imóvel

Herança de dívida Comprador herda débitos acumulados em aluguéis após aquisição de imóvel 21 de março de 2026, 17h45 Segundo o relator, desembargador Ricardo Gomes de Almeida, a previsão de que o vendedor deveria “viabilizar” a transferência não significava responsabilidade exclusiva. Leia em...