Empenho pela Educação deveria ser similar ao esforço para a Copa, defende Cristovam

16/09/2011 - 10h51

Empenho pela Educação deveria ser similar ao esforço para a Copa, defende Cristovam

 

Enquanto cidades de todo o país comemoram os mil dias que faltam para a Copa do Mundo de 2014, o governo federal não se mobiliza para resolver o problema da educação no país, disse o senador Cristovam Buarque (PDT-DF) em discurso nesta sexta-feira (16). Segundo o parlamentar, a capacidade do Brasil para se preparar para o megaevento esportivo e angariar recursos para construir estádios e reformar aeroportos contrasta com a falta de ímpeto para investir em educação.

- Se a gente investisse isso em educação, não seria uma festinha passageira de três semanas para mostrar ao mundo, seria uma festa permanente de um país com competência, com preparo, com redução de desigualdades, com construção de uma economia do conhecimento - disse o parlamentar.

Ao comentar o resultado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2010, divulgado pelo Ministério da Educação, Cristovam Buarque classificou de "trágicos" os indicadores de qualidade de ensino das escolas brasileiras.

- Na mesma semana que o Brasil comemora mil dias para a Copa do Mundo e mostra a pujança desse país para construir tantos estádios gigantescos, belíssimos, a tragédia da educação apresentada pelos indicadores do Enem passa quase despercebida - alertou.

Como saída para o problema do sistema de educação pública, o senador defendeu a federalização de todas as escolas do país.

- Das 100 melhores escolas públicas do país 13 são públicas. É pouco, muito pouco, mas o que é interessante dessas 13, é que 12 são federais. Está aí a solução. A solução está na federalização da educação - defendeu.

Segundo Cristovam, para que seja posta em prática essa "revolução na educação", é necessário dobrar o investimento atual do governo com a educação básica.

- Essa revolução educacional exigiria apenas passar de 3,1% do PIB o que hoje que se gasta com educação de base para 6,4%. Mais ou menos o dobro em 20 anos.Mais do que possível, isso é absolutamente necessário - afirmou.

Da Redação / Agência Senado
 

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