Jucá apresenta relatório sobre regulamentação dos direitos das domésticas nesta quinta

22/05/2013 - 13h50 Comissões - Regulamentação Constitucional - Atualizado em 22/05/2013 - 14h15

Jucá apresenta relatório sobre regulamentação dos direitos das domésticas nesta quinta

Teresa Cardoso 

A flexibilização da jornada de trabalho para os empregados domésticos foi examinada no encontro que representantes do Congresso Nacional tiveram na terça-feira (21) com a presidente Dilma Rousseff e há uma consonância entre o que pensam o Executivo e o Legislativo sobre o assunto. A afirmação é do senador Romero Jucá (PMDB-RR), ao anunciar que entrega até esta quinta-feira (23) seu relatório sobre o projeto de regulamentação da Emenda Constitucional 72, que trata dos direitos trabalhistas das Domésticas.

- O modelo da jornada diferenciada foi proposto na discussão com o governo. Na verdade, o governo encaminhou propostas que já havíamos discutido. Então eu diria que há uma consonância, há uma identidade muito grande na maioria das propostas. Estamos fechando esse relatório, levando em conta toda a contribuição do governo e fechando um projeto que vai dar garantia, estabilidade, tranquilidade ao empregado e ao empregador doméstico – disse Jucá.

Multa sobre o FGTS

Relator da proposta em exame na Comissão Mista de Consolidação da Legislação Federal e Regulamentação de Dispositivos Constitucionais, Jucá explicou que a multa de 40% sobre a contribuição ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), em caso de demissão sem justa causa, será mantida para o empregador doméstico, o que contraria muitos patrões. Ele disse ser necessário fixar parâmetros claros nesse assunto, para evitar o excesso de recursos aos tribunais.

- Nós estamos procurando outra forma para evitar a discussão do que é demissão por justa causa e do que não é demissão por justa causa. É muito difícil caracterizar o que é demissão por justa causa no trabalho doméstico. Nós não queremos criar uma situação em que empregados e empregadores vão parar nas barras da justiça. Nós queremos criar uma situação de paz, de tranquilidade. Então, quanto mais for explicita a lei, quanto mais for transparente a lei, quanto mais evitar conflitos, mais tranquilidade haverá nesse tipo de trabalho.

De acordo com Jucá, seu relatório persegue o objetivo de construir uma equação que garanta os direitos dos trabalhadores sem comprometer a capacidade de pagamento desses direitos pelos patrões. Ele disse que sua meta é que o empregador tenha condições de ter o trabalhador doméstico em sua casa, pagando tudo que lhe é devido. Sobre a possibilidade de redução das alíquotas hoje previstas em lei, ele enfatizou que o fundamental é não tornar a rescisão um peso excessivo para o empregador.

- Na verdade, nós não queremos quebrar direitos, nós nos comprometemos com a presidente e com os trabalhadores que não haveria redução dos direitos, inclusive na questão do FGTS. Então a discussão agora é como dividir isso, como equacionar isso, para que não haja, na demissão, um peso excessivo na rescisão do contrato de trabalho. Se houver algum tipo de redução de alíquota, essa redução vai beneficiar o empregador e o empregado.

 

Agência Senado

 

Notícias

Bens situados no exterior são mantidos fora de divisão de herança no Brasil

Bens situados no exterior são mantidos fora de divisão de herança no Brasil 14/01/2026 Lei brasileira não rege sucessão de bens no exterior. A 1ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo manteve decisão da 9ª Vara da Família e das Sucessões da Capital que negou pedido de homem...

STJ afasta execução contra cônjuge de empresário em comunhão universal

Recuperação judicial STJ afasta execução contra cônjuge de empresário em comunhão universal Para 3ª turma, a comunhão total do patrimônio impede tratar o cônjuge como garantia “externa” à recuperação judicial. Da Redação terça-feira, 13 de janeiro de 2026 Atualizado às 11:56 A 3ª turma do STJ...

Por que cada vez mais mulheres deixam de adotar o sobrenome do marido?

Por que cada vez mais mulheres deixam de adotar o sobrenome do marido? Por Júlia Cople — Rio de Janeiro 08/01/2026 03h30  Atualizado há 23 horas Embora muitas mulheres ainda adotem o sobrenome do marido (foram mais de 371 mil só em 2024), a maioria hoje escolhe não fazê-lo, seja pelo receio da...