Ministro de Minas e Energia descarta possibilidade de racionamento

Luis Macedo - Câmara dos Deputados
04/03/2015 - 14h07

Ministro de Minas e Energia descarta possibilidade de racionamento

Luis Macedo - Câmara dos Deputados
Comissão geral debate sobre
Braga admite que a situação atual é desafiadora
 

O ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, rechaçou há pouco a possibilidade de que o País esteja sujeito a um possível racionamento de energia por conta dos baixos níveis dos reservatórios das usinas hidrelétricas.

“Muitos confundem apagão com racionamento. Apagão ocorre por uma variável incontrolável, como falhas mecânicas e intempéries climáticas. Já o racionamento é o corte no fornecimento porque o País não tem energia para suprir a demanda. Mas não estamos vivendo este momento”, disse Braga durante a comissão geral que discutiu, nesta manhã, a atual crise hídrica brasileira.

Segundo ministro, o setor elétrico vem conseguindo superar os desafios impostos pela crise hídrica e manter o fornecimento de energia elétrica para a sociedade. “Nós esperamos, com uma série de medidas, alcançar uma redução no consumo, mas isso não é em função de não termos energia para entregar”, reforçou Braga, reconhecendo, no entanto, que a situação é desafiadora.

O ministro rebateu ainda críticas do deputado Ivan Valente (PSol-RJ), que questionou a decisão do governo de excluir 5 milhões de famílias do programa Tarifa Social. Segundo Braga, a medida não está relacionada com cortes de gastos do governo, mas com o cumprimento do que determina a legislação. “Para ter acesso à tarifa social a família precisa estar inscrita no cadastro único e possuir renda familiar per capita menor ou igual a meio salário mínimo. Famílias que não se enquadrarem mais nessa definição legal terão que ser excluídas, mas não porque nós queremos”, disse o ministro.

Por fim, como medida para recuperar o passivo ambiental que existe nas fronteiras agrícolas e industriais brasileiras, Braga sugeriu a adoção de programas de compensação ambiental, como o Redplus. “Talvez assim possamos recuperar os microclimas úmidos e nossa capacidade hídrica, reestabelecendo um padrão de ritmo hidrológico em determinadas regiões do País”, finalizou.

Reportagem - Murilo Souza
Edição - Natalia Doederlein
Agência Câmara Notícias

 

Notícias

Juíza reconhece domínio de imóvel por usucapião após 40 anos de posse

Posse pacífica Juíza reconhece domínio de imóvel por usucapião após 40 anos de posse Magistrada concluiu que autor comprovou posse contínua, pacífica e com ânimo de dono desde 1982. Da Redação quarta-feira, 11 de março de 2026 Atualizado às 16:01 A juíza de Direito Sara Fontes Carvalho de Araujo,...

STJ preserva testamento sem filha mesmo após paternidade reconhecida

Herança STJ preserva testamento sem filha mesmo após paternidade reconhecida Relatora entendeu que não há rompimento de testamento quando o autor mantém suas disposições mesmo ciente de ação de paternidade. 4ª turma entendeu que não há rompimento quando testador manteve disposição patrimonial mesmo...

Sobrenome do ex-cônjuge após o divórcio: exclusão pela via registral

Opinião Sobrenome do ex-cônjuge após o divórcio: exclusão pela via registral Marcos Dallarmi 6 de março de 2026, 6h39 Sob a ótica procedimental, a prática recomenda atenção a quatro pontos: prova do fato jurídico; precisão do resultado; segurança na formalização; e coerência pós-averbação. Confira...