Museu do Amanhã será patrimônio histórico da humanidade, diz Dilma

Presidenta Dilma Rousseff participa da inauguração do Museu do Amanhã, na Praça Mauá  Roberto Stuckert Filho/PR

Museu do Amanhã será patrimônio histórico da humanidade, diz Dilma

18/12/2015 00h23  Rio de Janeiro
Cristina Indio do Brasil – Repórter da Agência Brasil

Origem da Foto/Fonte: Agência Brasil

Um dos destaques turísticos da revitalização da zona portuária do Rio, região também conhecida como Porto Maravilha, o Museu do Amanhã, obra do arquiteto espanhol Santiago Calatrava, foi inaugurado nessa quinta-feira (17) pela presidenta da República, Dilma Rousseff. De acordo com a presidenta, o museu é um patrimônio histórico que em pouco tempo será também patrimônio histórico da humanidade.

“Este museu é um museu feito para o meu neto, para o neto de todos nós. Este museu é um museu para os nossos filhos e também feito para nós. Quando entrei na sala em que mostra o início do Universo, e a gente chega até a nossa situação, e a grande capacidade que nós temos, que é o pensamento, e, portanto, a nossa capacidade de criar cultura, o que nos distingue como humanidade, fiquei estarrecida com uma coisa: o tempo é muito curto e ao mesmo tempo é muito denso todos os conceitos que são externados, e aí fica claro o poder da arte”, afirmou.

Dilma disse ainda que se comoveu ao percorrer as instalações do museu, porque notou, ali, a competência de artistas brasileiros como Fernando Meirelles, diretor do filme de realidade virtual exibido no Portal Cósmico, a quem saudou. A presidenta ressaltou que o espaço, que também vai discutir a preservação do planeta, foi inaugurado pouco tempo depois em que foi assinado o acordo global do clima, a COP21, semana passada em Paris. “Este é um museu que está plenamente no ritmo do que deve ser o amanhã”, disse.

O arquiteto espanhol Santiago Calatrava, que assinou o projeto, espera que os cariocas tomem o museu como seu e que realmente ele sirva não apenas às gerações atuais, mas as que estão por vir

O arquiteto espanhol Santiago Calatrava, que assinou o projeto, espera que os cariocas tomem o museu como seu e que realmente ele sirva não apenas às gerações atuais, mas as que estão por virCristina Índio do Brasil/Agência Brasil

 

Para Dilma Rousseff, o Museu do Amanhã vai transformar a região portuária da capital fluminense em um grande local para expressar a história do país. “O Rio tem a trajetória da nossa vida política também e ela deve ser preservada”. A presidenta elogiou o prefeito Eduardo Paes que, segundo ela, tem uma enorme capacidade de trabalho e boas ideias. “Você mostra aqui uma competência especial e um talento para transformar uma cidade que você ama”, afirmou.

Após Dilma deixar o local, o prefeito Eduardo Paes disse à imprensa que a presidenta está feliz com a decisão do Supremo Tribunal Federal sobre o rito do processo de impeachment contra ela. Para Paes, a decisão do Tribunal acalma um pouco o processo político. “A política brasileira precisa dialogar. Em Brasília, principalmente, o grau de radicalização de conflitos está muito acima daquilo que é aceitável. Isso prejudica o país. Se a gente já vive uma situação de dificuldade econômica, essa dificuldade econômica é muito agravada por esta crise política. Acho que se botou um pouco de água na fervura hoje”.

O arquiteto espanhol Santiago Calatrava, que assinou o projeto, espera que os cariocas tomem o museu como seu e que realmente ele sirva não apenas às gerações atuais, mas as que estão por vir. Ele revelou que, visitando o Rio com a família, o filho disse ser a capital fluminense a cidade mais linda do mundo. “Meu filho crê, e isto é mais importante que eu, e creio que ele tem mais critério do que eu”, comentou sorrindo.

O Museu do Amanhã estará aberto ao público a partir deste sábado (19), quando ocorrerá o Viradão do Amanhã, uma programação com 36 horas de atividades das 10h de sábado às 18h de domingo (20). Entre as apresentações estão o cantor Diogo Nogueira, o bandolinista Hamilton de Holanda e a Orquestra Sinfônica Brasileira. A entrada é gratuita.

Edição: Aécio Amado
Agência Brasil


 

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