PEC das defensorias públicas será votada até o fim do mês

12/06/2013 - 15h04

PEC das defensorias públicas será votada até o fim do mês

JBatista
Ministro da Justiça José Eduardo Cardozo é recebido pelo presidente Henrique Educardo Alves, no exercício da presidência da República
Henrique Alves (D) disse ao ministro da Justiça que foi concedido o prazo até o fim deste mês para votar a PEC.

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 207/12, que dá autonomia funcional e administrativa para as defensorias públicas da União e do Distrito Federal, será votada até o fim deste mês. A proposta também prevê que as defensorias públicas passem a ter a iniciativa de propor o próprio orçamento.

A PEC, já aprovada no Senado, chegou a entrar na pauta de votação do Plenário da Câmara na terça-feira (11), mas não houve consenso quanto ao texto e a PEC foi retirada de pauta, sob protestos de alguns líderes partidários.

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, discutiu o assunto, nesta quarta-feira, com o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves. Segundo o ministro, o governo ainda precisa uniformizar as posições dos vários ministérios sobre o conteúdo da PEC.

"Houve um entendimento de que nós teríamos de ainda aprofundar algumas questões no governo para que tenhamos uma posição final”, disse José Eduardo Cardozo. “Quanto mais buscarmos conjugar situações, pactuando, é melhor do que confrontos de Plenário. Nós vamos fazer uma reunião de governo para levantar os pontos e verificar uma posição uniforme dos ministérios."

Mais tempo de negociação
O presidente da Câmara atendeu o pedido de proporcionar mais tempo para o governo avaliar a situação. Porém, Henrique Eduardo Alves mantém a intenção de votar a PEC em Plenário até o fim deste mês.

"Ele pediu tempo para articular as diversas áreas do governo: Justiça, Planejamento, Casa Civil. Foi concedido um tempo até o fim do mês, quando a matéria voltará à pauta. E espero que (seja) acordada com o governo", destacou Alves.

Terras indígenas
Depois de se reunir com o presidente da Câmara, o ministro José Eduardo Cardozo conversou com jornalistas e reforçou a posição de sua pasta contrária à PEC 215/00, que transfere do Executivo para o Legislativo a palavra final sobre a demarcação de terras indígenas.

Essa proposta tramita na Câmara desde o ano 2000 e é uma das prioridades da bancada ruralista. Para Cardozo, essa PEC fere a Constituição. "Nós achamos que essa PEC é inconstitucional, que fere a cláusula pétrea dos princípios da separação de poderes. A demarcação de terras é uma função administrativa e, portanto, compete ao Executivo. Essa é a nossa posição, mas, evidentemente, o Legislativo saberá, na sua autonomia, apreciar o melhor caminho a ser seguido".

Cardozo anunciou que, na próxima semana, um fórum de indígenas e fazendeiros vai tentar resolver, por meio do diálogo, os recentes conflitos fundiários no Mato Grosso do Sul. A intenção é contar com representantes dos Conselhos Nacionais de Justiça e do Ministério Público e dos governos federal e estadual na intermediação dos conflitos.

 

Reportagem – José Carlos Oliveira
Edição – Newton Araújo

Foto em destaque: J.Batista/Fonte: Agência Câmara Notícias

 

Notícias

PEC dos recursos

  Índice de reforma de decisões preocupa advogados Por Débora Pinho, Gabriela Rocha e Marina Ito   Desde que o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Cezar Peluso, anunciou a polêmica Proposta de Emenda Constitucional para que as decisões passem a ser executadas a partir do...

Oitiva informal é ato extrajudicial

12/04/2011 - 13h06 DECISÃO Oitiva informal de menor pelo MP sem defensor não anula processo A oitiva informal é ato extrajudicial, no qual a ausência de defensor do menor poderia levar ao reconhecimento de mera irregularidade, não de nulidade. Assim entendeu a Sexta Turma do Superior Tribunal de...

Prova nova não autoriza ação revisional contra transação homologada em juízo

13/04/2011 - 09h08 DECISÃO Prova nova não autoriza ação revisional contra transação homologada em juízo A Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) fixou o entendimento de que não é cabível ação de revisão criminal com o objetivo de desconstituir sentença que homologou transação penal,...

TJDFT alerta sobre golpe do falso cartório

TJDFT alerta sobre golpe do falso cartório  Ter, 12 de Abril de 2011 07:57 O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios alerta sobre um novo golpe que está sendo realizado em Brasília, falsamente relacionado aos Cartórios Extrajudiciais do TJDFT. O golpe consiste no envio de...

Nulidade absoluta pode ser sanada?

Extraído de JusBrasil Nulidade absoluta pode ser sanada?  Denise Cristina Mantovani Cera Extraído de: Rede de Ensino Luiz Flávio Gomes - 8 minutos atrás A nulidade absoluta é aquela em que a gravidade do ato viciado é flagrante e o prejuízo é manifesto. Diante de uma nulidade absoluta, o vício...

OAB irá ao Supremo contra agendamento de conversa entre advogado e preso

Extraído de JusBrasil OAB irá ao Supremo contra agendamento de conversa entre advogado e preso Extraído de: OAB - Rondônia - 1 hora atrás Brasília, 11/04/2011 - O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), decidiu hoje (11) que irá ajuizar junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) Ação...