Projeto estabelece teto para pagamento de dívida previdenciária de prefeituras

09/03/2012 08:17

Projeto estabelece teto para pagamento de dívida previdenciária de prefeituras

Gustavo Lima
Rogério Carvalho
Rogério Carvalho: sem um teto para essas dívidas, prefeituras podem falir.

A Câmara analisa o Projeto de Lei 3196/12, do deputado Rogério Carvalho (PT-SE), que limita em 15% o percentual máximo de comprometimento mensal da receita corrente líquida municipal com o parcelamento de dívidas com o INSS.

Em 2005, a Lei 11.196/05, que estabeleceu condições especiais (isenção de multas e redução de 50% dos juros de mora) para o parcelamento de débitos previdenciários dos municípios, havia fixado um limite máximo de comprometimento de 9% do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), mas o inciso com esse percentual acabou sendo vetado. A lei atual, portanto, prevê apenas um limite mínimo (de 1,5% da receita corrente líquida municipal) para essas despesas.

As dívidas com o INSS, segundo o deputado, têm provocado um desequilíbrio financeiro nas contas de inúmeras prefeituras. Alguns municípios, segundo ele, são obrigados a comprometer até 40% de suas receitas para pagar débitos previdenciários. Em razão disso, ele considera indispensável estabelecer um teto para o pagamento dessas despesas, sob pena de inviabilizar o funcionamento de várias prefeituras.

“Os municípios estão em um processo de falência. Como se não bastasse a queda de receita desde 2008, com o consequente aumento das despesas e das responsabilidades, os prefeitos estão sendo surpreendidos com dívidas junto à Previdência que nem sabem qual é a origem”, argumenta o deputado.

Tramitação
A proposta foi apensada ao Projeto de Lei 1894/11. As duas propostas , que tramitam em caráter conclusivo, serão analisadas pelas comissões de Seguridade Social e Família; Finanças e Tributação; e Constituição e Justiça e de Cidadania.

Íntegra da proposta:

Reportagem – Oscar Telles
Edição – Paulo Cesar Santos - Foto: Gustavo Lima
Agência Câmara de Notícias
 
 


 

Notícias

Juíza reconhece domínio de imóvel por usucapião após 40 anos de posse

Posse pacífica Juíza reconhece domínio de imóvel por usucapião após 40 anos de posse Magistrada concluiu que autor comprovou posse contínua, pacífica e com ânimo de dono desde 1982. Da Redação quarta-feira, 11 de março de 2026 Atualizado às 16:01 A juíza de Direito Sara Fontes Carvalho de Araujo,...

STJ preserva testamento sem filha mesmo após paternidade reconhecida

Herança STJ preserva testamento sem filha mesmo após paternidade reconhecida Relatora entendeu que não há rompimento de testamento quando o autor mantém suas disposições mesmo ciente de ação de paternidade. 4ª turma entendeu que não há rompimento quando testador manteve disposição patrimonial mesmo...

Sobrenome do ex-cônjuge após o divórcio: exclusão pela via registral

Opinião Sobrenome do ex-cônjuge após o divórcio: exclusão pela via registral Marcos Dallarmi 6 de março de 2026, 6h39 Sob a ótica procedimental, a prática recomenda atenção a quatro pontos: prova do fato jurídico; precisão do resultado; segurança na formalização; e coerência pós-averbação. Confira...