Projeto Liberty

Mais ex-detentos vão produzir sacolas ecológicas

04/04/2012 - 05h30

O Projeto Liberty, ONG situada em Campinas (SP), acaba de receber encomenda para fabricar e vender 500 mil sacolas ecológicas, feitas de papel. Para atender à demanda, a instituição decidiu aumentar de dez para setenta o número de trabalhadores. São ex-detentos, dependentes químicos, pessoas em situação de rua e portadores do HIV. O Liberty é parceiro do Programa Começar de Novo, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que utiliza a inclusão produtiva como estratégia de prevenção da reincidência criminal.

As Sacolas Ecológicas e Sociais Liberty começaram a ser produzidas em janeiro, com apenas dez contratados. Foi logo depois de as de plástico desaparecerem dos supermercados de São Paulo, em função de acordo entre a Associação Paulista de Supermercados de São Paulo e a Secretaria de Estado do Meio Ambiente.

Em março, diante do pedido de 500 mil unidades, o aumento do número de vagas para o trabalho ampliou as oportunidades de reinserção social. Os contratados recebem aproximadamente R$ 700 por mês, cesta básica, e suas famílias passam a ser apoiadas por outras ações sociais do Liberty.

Segundo o coordenador da ONG, Marcos Silveira, a empresa que fez a encomenda pagará o mesmo preço que pagaria a outro fabricante, com a vantagem de estar promovendo a redução da criminalidade e a proteção do meio ambiente.

“É possível, sim, diminuir a criminalidade. Todos podem participar. Não se paga nada a mais por isso. Se a sociedade quer que alguém que foi preso deixe o crime, é necessário que se ofereça para essa pessoa uma oportunidade de trabalho e uma renda lícita”, afirmou o coordenador do Liberty. “Queremos ainda apoiar as pessoas que são soropositivas e também enfrentam dificuldades de inserção no mercado de trabalho.”

A produção das sacolas é feita em máquinas cedidas por uma das empresas parceiras da ONG, a EBG Flexo. O coordenador Marcos Silveira, na intenção de atrair mais colaboradores, marcou para maio o lançamento oficial do produto. Será na Câmara de Vereadores de Campinas, com a participação do CNJ, de dirigentes públicos, políticos, empresários e representantes de entidades da sociedade civil.

O Projeto Liberty, desde sua criação, em 2006, conseguiu colocação no mercado de trabalho para mais de 200 ex-detentos, por meio de parcerias com entidades públicas e privadas. Em 2010, em reconhecimento pelo trabalho realizado, foi uma das instituições agraciadas pelo CNJ com o Selo do Programa Começar de Novo, conferido aos que se destacam em ações de reinserção social de detentos e egressos do sistema carcerário.

O programa Começar de Novo foi criado pelo CNJ em outubro de 2009. Ele é executado, de forma descentralizada, pelos tribunais de Justiça dos estados e do Distrito Federal e tem como parceiros órgãos públicos, empresas privadas e entidades da sociedade civil, a exemplo do Projeto Liberty.

 

Foto/Fonte: Agência CNJ de Notícias

Notícias

Imóvel não pode ser alienado sem intimação pessoal do devedor

segunda-feira, 16 de março de 2026 Imóvel não pode ser alienado sem intimação pessoal do devedor Um imóvel não poder ser leiloado para penhorar uma dívida sem que haja a intimação pessoal do devedor. Com esse entendimento, a juíza Iolete Maria Fialho de Oliveira, da 22ª Vara Federal Cível da Seção...

STJ admite recibo como justo título na usucapião; entenda o requisito

Propriedade STJ admite recibo como justo título na usucapião; entenda o requisito Tema envolve interpretação do art. 1.242 do Código Civil e requisitos da usucapião ordinária. Da Redação terça-feira, 17 de março de 2026 Atualizado às 09:28 Na última semana, a 3ª turma do STJ reconheceu recibo de...

Juíza reconhece domínio de imóvel por usucapião após 40 anos de posse

Posse pacífica Juíza reconhece domínio de imóvel por usucapião após 40 anos de posse Magistrada concluiu que autor comprovou posse contínua, pacífica e com ânimo de dono desde 1982. Da Redação quarta-feira, 11 de março de 2026 Atualizado às 16:01 A juíza de Direito Sara Fontes Carvalho de Araujo,...

STJ preserva testamento sem filha mesmo após paternidade reconhecida

Herança STJ preserva testamento sem filha mesmo após paternidade reconhecida Relatora entendeu que não há rompimento de testamento quando o autor mantém suas disposições mesmo ciente de ação de paternidade. 4ª turma entendeu que não há rompimento quando testador manteve disposição patrimonial mesmo...