Projeto que cria o "Suas" está na pauta da CAE

 

13/05/2011 - 17h52

Projeto que cria Sistema Único de Assistência Social está na pauta da CAE 

 

O projeto de lei encaminhado pelo Poder Executivo que institui o Sistema Único de Assistência Social (Suas) e regulamenta a atividade de assistência social no país pode ser aprovado, nesta terça-feira (17), na reunião da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), prevista para ocorrer às 10h.

A proposta (PLC 189/10) introduz o Suas na Lei 8.742/93, Lei Orgânica da Assistência Social (Loas), estabelecendo que seu objetivo é a proteção social, que visa à garantia da vida, à redução de danos e à prevenção da incidência de riscos, especialmente na proteção à família, à maternidade, à infância, à adolescência e à velhice.

O texto leva para o âmbito da lei o formato de prestação da assistência social descentralizado e com gestão compartilhada entre os entes federativos, ou seja, define as responsabilidades da União, dos estados e os municípios no compartilhamento da gestão do Suas.

Mudanças inseridas na Câmara também adicionaram ao Suas o Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família (PAIF) e o Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti), que têm como objetivo a transferência de renda, o trabalho social com famílias e a oferta de serviços socioeducativos para crianças e adolescentes que se encontrem em situação de trabalho. Os programas já fazem parte das ações orçamentárias do governo federal e são regulados por portarias do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, que também passaria a coordenar o Suas.

A proposta também faz modificações pontuais, como a redução de 67 para 65 anos na idade mínima para o idoso receber seu benefício de prestação continuada, no valor de um salário mínimo. As pessoas com deficiência, incapacitados para a vida independente e para o trabalho, também passariam a receber esse benefício, mas, nos dois casos, os beneficiados devem pertencer a famílias com renda por pessoa inferior a 1/4 do salário mínimo.

O relator na CAE, senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA), deu parecer favorável à matéria. Caso aprovada, ela seguirá para análise da Comissão de Assuntos Sociais (CAS) e para posterior análise do Plenário. 

Merenda

Outra proposição que deve ser aprovada na CAE é a que proíbe a oferta e a propaganda de alimentos não saudáveis nas escolas de educação básica, públicas e privadas. O PLC 93/10 determina a definição de alimentos saudáveis e não saudáveis por critérios das autoridades sanitárias e enquadra o descumprimento dessa norma como infração à legislação sanitária federal.

O relator da matéria, senador Casildo Maldaner (PMDB - SC), afirma que, por mais que haja alterações nos cardápios das escolas, elevação de gastos públicos com a manutenção de programas de merenda escolar e ainda prejuízos econômicos, por exemplo, à indústria de alimentos, esses custos poderão ser compensados pela economia em termos de gastos médicos evitados em decorrência da redução de prevalência de obesidade e doenças metabólicas, graças à alimentação mais saudável das crianças.

A discussão sobre o aprimoramento na qualidade da merenda escolar oferecida aos alunos vem a calhar com as denúncias feitas pela imprensa esta semana sobre a má qualidade da alimentação servida nas escolas dos municípios brasileiros. Desvios de recursos, que impediam a compra dos produtos para o preparo da comida e até a existência de itens estragados, infestados de baratas e larvas, foram encontrados pela reportagem em 50 escolas do país e provocaram indignação nos parlamentares.

Se aprovado, o projeto será analisado ainda pelas Comissões de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ); de Educação, Cultura e Esporte (CE); e de Assuntos Sociais (CAS), em decisão terminativa.

Livros

Também está na pauta o PLS 114/10, do senador Acir Gurgacz (PDT - RO), que atualiza a definição de livro e altera a lista de objetos equiparados ao livro, determinada na Lei 10.753/03.

O texto preserva a definição atual de livro, em seu formato encadernado ou em brochura, e inova ao admitir como do mesmo gênero e sujeitos a igual status jurídico os formatos digital, magnético e ótico, antes só equiparados ao modelo tradicional se destinados à leitura pelo sistema Braille. O relator da matéria, senador Francisco Dornelles (PP-RJ), explica que o texto confere o mesmo tratamento às versões digitais, magnéticas e óticas de periódicos impressos e matérias avulsas ou artigos autorais originários destes, e passa a tratar como "livro" os equipamentos cuja função exclusiva ou primordial seja a leitura de textos em formato digital.

Caso aprovada, a proposição será analisada também pela Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE), cabendo a esta última a Decisão Terminativa.

Elina Rodrigues Pozzebom / Agência Senado
 

Notícias

STJ: Ministra admite penhora de imóvel alienado por dívida condominial

Dívida STJ: Ministra admite penhora de imóvel alienado por dívida condominial Decisão da ministra Daniela Teixeira aplica entendimento da 2ª seção sobre natureza propter rem dos débitos de condomínio Da Redação quinta-feira, 5 de março de 2026 Atualizado às 10:57 Ministra Daniela Teixeira aplicou...

STJ autoriza exclusão de sobrenome paterno por abandono afetivo

Família STJ autoriza exclusão de sobrenome paterno por abandono afetivo Por unanimidade, 3ª turma permitiu alteração no registro civil. Da Redação terça-feira, 3 de março de 2026 Atualizado às 18:18 Por unanimidade, a 3ª turma do STJ deu provimento a recurso para permitir a supressão de sobrenome...

CNJ rejeita proposta de superpreferência para tramitação de processos

Preferência da preferência CNJ rejeita proposta de superpreferência para tramitação de processos Danilo Vital 24 de fevereiro de 2026, 18h51 Relator do processo, o conselheiro Guilherme Feliciano apontou que o magistrado, com a autonomia na direção dos serviços e independência técnica, pode...