Projeto retira de autoridades a proteção do sigilo bancário

28/05/2013 - 12h05 Comissões - Assuntos Econômicos - Atualizado em 28/05/2013 - 12h16

Projeto retira de autoridades a proteção do sigilo bancário

Gorette Brandão

Projeto que exclui da proteção do sigilo bancário um conjunto de autoridades, a começar pelo presidente e o vice-presidente da República, foi aprovado pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) na manhã desta terça-feira (28). O texto segue para o exame da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ).

O texto (PLS 27/13), de autoria do senador Pedro Simon (PMDB-RS), acaba com a prerrogativa também para senadores, deputados federais e ministros de Estado, bem como para os dirigentes partidários e diretores de entidades da administração direta e indireta, como empresas públicas e de economia mista.

Simon observa que é tradição do direito mercantil que negócios realizados por empresários ou comerciantes estejam resguardadas pelo sigilo, o qual só pode ser quebrado por ordem judicial e no interesse de alguma investigação específica. A proteção é reconhecida não somente em favor da contabilidade das empresas, mas também para as transações financeiras, em especial aquelas realizadas por intermédio de bancos e instituições similares. Ele argumenta, porém, que o benefício passou a ter uma amplitude incompatível com as exigências da sociedade contemporânea.

“Aquilo que, na origem, tinha endereço certo e limitado, justificável pelos fins a que se destinava, transformou-se em instrumento para acobertar todo tipo de fraude e transação ilícita, não importando a condição pessoal do agente”, assinala na justificação.

Simon afirma, especificamente em relação ao sigilo bancário, que esse instrumento vem sendo um meio usado por “inescrupulosos para ocultar imensas fortunas havidas de forma inconfessável”.

Relator da matéria, o senador Humberto Costa (PT-PE), apresentou voto favorável à iniciativa, observando contudo não enxergar na proposta de mudança da lei sobre o sigilo das operações financeiras qualquer aspecto econômico ou financeiro a ser analisado. A seu ver, caberia ali serem examinados os aspectos constitucionais e jurídicos, principalmente os relacionados aos direitos e garantias fundamentais, tarefa da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), que agora analisará o texto.

 

Agência Senado

 

Notícias

Obrigação subsidiária em pensão alimentícia

22/03/2011 - 08h06 DECISÃO Obrigação subsidiária, em pensão alimentícia, deve ser diluída entre avós paternos e maternos De acordo com o artigo 1.698 do novo Código Civil, demandada uma das pessoas obrigadas a prestar alimentos, poderão as demais ser chamadas a integrar o feito. Com esse...

Magistrado reverte guarda de criança após constatação de alienação parental

Extraído de Recivil Magistrado reverte guarda de criança após constatação de alienação parental O juiz Geomir Roland Paul, titular da Vara da Família da Comarca de Brusque, deferiu pedido de tutela antecipada para reverter a guarda de uma criança, filha de casal separado, em favor do pai. A medida...

Lei do Gás atrairá investidores

Extraído de Gás Brasil | 21/03/2011 | Regulamentação da Lei do Gás atrairá investidores Artigo de Márcio Monteiro Reis e Renato Otto Kloss. Após sucessivos adiamentos, foi editado no fim do ano, o Decreto federal 7.382/2010, que traz a regulamentação a Lei 11.909, mais conhecida como Lei do Gás,...

Bandeira branca

  OAB prepara a guerra, CNJ e STF ensaiam a paz Por Rodrigo Haidar   A Ordem dos Advogados do Brasil mirou no alvo errado e acertou o próprio pé. Na esteira do natural antagonismo entre o jovem Conselho Nacional de Justiça e o vetusto Supremo Tribunal Federal, que passaram a dividir um...

Caminho mais curto

  PEC sobre fim de ação em segundo grau é polêmica Por Marina Ito   Na segunda-feira (21/3), o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Cezar Peluso, vai apresentar, em um evento na FGV Direito Rio, uma Proposta de Emenda Constitucional para que os processos sejam finalizados e...