Teste da orelhinha identifica problemas auditivos

04/06/2012 - 20h28 Especial - Atualizado em 04/06/2012 - 20h31

Teste da orelhinha identifica problemas auditivos

Da Redação

Um bebê que recebe o diagnóstico de deficiência auditiva e começa o tratamento adequado até os seis meses de idade pode desenvolver linguagem muito próxima à de uma criança ouvinte. Por isso é importante a realização do chamado teste da orelhinha (triagem auditiva neonatal), um programa de avaliação da audição em recém-nascidos, indicada por instituições do mundo todo para diagnóstico precoce de perda auditiva.

De uma a três em cada mil crianças são surdas ou têm dificuldades com a audição desde o nascimento. Uma perda na capacidade auditiva, mesmo que pequena, impede a criança de receber adequadamente as informações sonoras necessárias para a aquisição da linguagem. Ou seja, a pessoa com dificuldade para ouvir, se não tratada, deixará de receber estímulos importantes para aprender a falar.

O grande problema é que a maioria dos diagnósticos de perda auditiva em crianças só acontece quando elas já têm três ou quatro anos, e o prejuízo ao seu desenvolvimento emocional, cognitivo, social e de linguagem já está comprometido.

Evolução da linguagem

Um resultado normal do teste da orelhinha não é segurança de que a audição da criança seguirá assim para sempre. Outros problemas com o passar do tempo podem levar à perda auditiva. A família deve sempre verificar a reação da criança a estímulos e comunicar ao pediatra qualquer problema.

Do nascimento até os três meses é normal que o bebê se assuste com sons altos (como batidas de palma fortes); entre três e seis meses que ele já vire os olhos ou a cabeça em direção ao som e acalme-se com a voz da mãe; e entre seis meses e um ano, é esperado que reaja quando chamado pelo próprio nome e que ao menos balbucie alguns sons como “da da” ou “mã mã”. A criança que não reage a sons e não tenta emiti-los pode apresentar algum problema da audição.

Outros testes identificam ou previnem doenças em recém-nascidos.

 

Agência Senado

 

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