Conceitos criticados

14/03/2013 - 11h47 Comissões - Código Penal - Atualizado em 14/03/2013 - 11h47

Jurista aponta falhas na definição de conceitos no projeto de Reforma do Código Penal

Da Redação

Em debate promovido neste momento pela comissão especial que examina o projeto do novo Código Penal (PLS 236/2012), o jurista e professor Juarez Cirino dos Santos criticou a forma como alguns conceitos estão colocados no projeto, com definições que poderão dificultar a aplicação da lei.

O jurista analisou a parte geral do código, onde estão contidos os princípios de aplicação da lei penal, e citou como exemplo de texto com problema a definição de dolo e de fato culposo. Ele também criticou o conceito de crimes de omissão de ação e o fato de o projeto não considerar as divergências de jurisprudência existentes no que se refere a esses crimes.

Conforme observou, o texto previsto no projeto não é claro e abre a possibilidades de múltiplas interpretações, permitindo, por exemplo, a condenação dos pais por omissão em uma situação na qual uma filha tenha sido estuprada quando os pais não estavam em casa.

No início de sua apresentação, o jurista disse não considerar necessária uma reforma na parte geral do código, por considerar que não estaria desatualizada em relação aos princípios do Direito Penal. Já a reforma da parte especial, que trata especificamente dos crimes, ele considera necessária, especialmente para incorporar ao código leis que hoje estão fora dele.

No entanto, o jurista considera que o projeto erra por não reduzir o número de crimes e penalidades previstos, considerados excessivos pelo jurista, para quem, no Brasil, “tem gente demais nas prisões”.

Após a apresentação de Juarez Cirino dos Santos, o presidente da comissão, senador Eunício Oliveira (PMDB-CE), informou que os senadores têm recebido diversas sugestões para corrigir falhas identificadas no projeto.

 

Agência Senado

 

Notícias

Decisão de ofício fere as normas do direito processual

Sentença que concedeu divórcio de ofício é nula Decisão de ofício que decreta o divórcio de um casal, sem que este tenha feito tal pedido, fere as normas do direito processual e é absolutamente nula. Com este entendimento, a 8ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, de forma...

Depositar cheque pré-datado antes da data gera dano moral

29 de Junho de 2011 Depositar cheque pré-datado antes da data gera dano moral - "A devolução do cheque por falta de provisão, ocasionada pelo desconto do cheque anteriormente à data pré-fixada, evidencia abalo de crédito e dano moral, em razão da situação constrangedora pela qual passou a autora,...

Comprador imitido na posse responde pelas despesas de condomínio

28/06/2011 - 10h05 DECISÃO Comprador imitido na posse responde pelas despesas de condomínio A Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que a vendedora de uma sala comercial em um edifício não possui legitimidade para responder pelas despesas condominiais, uma vez que o...

Comportamento descortês

Atitude de presidente do CNJ sobre uso de terno irrita presidente da OAB-MS Campo Grande, 25/06/2011  A atitude do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Cezar Peluso, causou revolta entre advogados de Mato Grosso do Sul. Motivo: na sessão...