Crescimento econômico gera demanda por escritórios especializados, aponta estudo

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Crescimento econômico gera demanda por escritórios especializados, aponta estudo

20 de agosto de 2012

Por Paulo Cézar Pastor Monteiro

O aquecimento do mercado imobiliário, as fusões envolvendo grandes empresas e a preparação do país para os megaeventos esportivos têm impulsionado o crescimento dos escritórios de Direito especializados nessas áreas. Estas são algumas das tendências apontadas pelo “Guia Salarial 2012-2013”, elaborado pela consultoria Robert Half.

Segundo Mariana Horno, uma das responsáveis pelo levantamento, o Direito Tributário continua como um dos principais nichos do mercado porque o pagamento de impostos é uma preocupação constante das grandes e médias empresas.

“A área tributária já vem sendo valorizada há muito tempo por conta da busca pela redução de carga tributária, por isso, de modo geral é bem valorizada. Já os segmentos empresarial, imobiliário e infraestrutura crescem mais por conta da evolução da economia”, informa Mariana.

De acordo com o estudo da Robert Half, o crescimento dessas áreas deve continuar ainda por um bom tempo. Apesar de eventos, como a Copa do Mundo e as Olimpíadas, gerarem uma demanda imediata por escritórios especializados em direito regulatório e infraestrutura, Mariana diz que, no futuro, o mercado vai continuar exigindo profissionais capacitados para atender as diversas demandas jurídicas.

Outro movimento importante apurado pelo guia foi o aumento de 15% da migração de profissionais de escritórios de advocacia para empresas.

Mariana informa que no passado os escritórios de advocacia tinham uma penetração menor nas empresas, as quais preferiam optar por ter um setor jurídico mais forte. Posteriormente houve uma descentralização, quando uma parte das demandas das companhias passou a ser atendida pelos escritórios de advocacia. “Hoje há um movimento de retorno dos profissionais para as empresas, mas com a conjunção das duas coisas”, aponta.

A especialista da Robert Half explica que as corporações fortaleceram a sua área jurídica própria, mas continuam optando pela terceirização, porém o movimento não se dá de maneira ‘independente’, mas atrelada ao departamento jurídico. “Os advogados que estão dentro das empresas entendem do negócio, avaliam os riscos e viabilizam os negócios de acordo de acordo com esse risco. Já o escritório atua no detalhamento do trabalho que deve ser realizado”, observa.

 

Fonte: Última Instância

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