Comissão estuda o futuro do ensino profissionalizante

27/07/2012 09:38

Discussão também abrange o ensino profissionalizante

Arquivo/TV Câmara
Educação - Ensino Profissional - Ensino técnico
O Executivo espera atingir 1 milhão de vagas no ensino profissionalizante até 2014. Deputados acham meta modesta.

O trabalho da comissão especial que discute o futuro do ensino médio no Brasil passa também pela educação profissionalizante. Exemplo de sucesso entre as políticas do setor, a rede federal de ensino técnico atende hoje a 400 mil alunos, segundo dados do Ministério da Educação (MEC). São oferecidos cursos de agronomia, mecânica, secretariado, entre outros, em conjunto com o currículo básico da etapa.

A meta já anunciada pelo governo é chegar a um milhão de vagas até 2014, mas o próprio deputado governista
Reginaldo Lopes (PT-MG) acredita que o número deveria ser maior. “Ainda há 8,4 milhões de alunos fora desse sistema. A meta do Executivo deveria ser de pelo menos 2,5 milhões de alunos atendidos”, afirma o presidente do colegiado da Câmara.

A vantagem do ensino profissional ou técnico é que os jovens já saem dos bancos das classes, em sua maioria, empregados. Esse modelo interessa ao indivíduo que precisa logo entrar no mercado de trabalho e, portanto, os índices de abandono são menores do que no ensino médio convencional.

Apesar de elogiado, o ensino técnico tem seus limites. É o que avalia o doutor em Educação e professor da Universidade de Brasília (UnB) Remi Castioni. “A educação profissionalizante é uma possibilidade, mas não deve ser a única. As escolas devem estar preparadas para diversas realidades. Por esse motivo, devem ser desenvolvidas as redes profissional e propedêutica [preparatória para o ensino superior]”, argumenta.

Outros temas
O debate sobre o melhor modelo para o ensino médio no Brasil ainda deverá passar por temas como sistema de ensino, formação dos professores, grade curricular, carga horária em sala de aula, infraestrutura das escolas e até verbas necessárias para o setor.

Segundo o relator da comissão especial, deputado Wilson Filho (PMDB-PB), a discussão promete ser longa. “Analisaremos os melhores exemplos do Brasil, de outros países e os maus exemplos também. A ideia é garantir que os alunos saiam do ensino médio sabendo o que fazer com o conteúdo aprendido, seja no mercado de trabalho ou na universidade”, diz.

 

Reportagem – Carolina Pompeu
Edição – Marcelo Oliveira

Agência Câmara de Notícias
 
 


 

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