Relatório final sobre crimes e penas deve ser apresentado até dia 31

13/03/2012 17:50

Relatório final sobre crimes e penas deve ser apresentado até dia 31

Gustavo Lima
Alessandro Molon
Molon: os crimes contra a vida merecem tratamento mais duro.

O relator da Subcomissão Especial sobre Crimes e Penas, deputado Alessandro Molon (PT-RJ), pretende apresentar seu relatório final até o dia 31 de março. O colegiado é vinculado à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e tem o objetivo de corrigir distorções existentes na legislação penal atual. Entre essas distorções, especialistas apontam a previsão de penas muito duras para crimes leves e punições brandas para infrações consideradas graves.

Molon afirma que uma das prioridades do texto será a defesa da vida. "A proteção dos bens jurídicos principais – com destaque para o direito à vida – deve nortear toda a discussão penal. Portanto, o crime de homicídio e os que dizem respeito à saúde das pessoas e à integridade física vão merecer um tratamento mais duro de nossa parte. Os crimes contra o patrimônio também são importantes, mas não pode alguém que comete uma infração dessa natureza ter uma pena mais dura do que alguém que comete um crime contra a vida", argumenta o deputado, que promoveu seminários com representantes da área jurídica e da sociedade civil para embasar seu parecer.

Molon adianta que também pretende aumentar a pena mínima para os crimes de corrupção.

Temas polêmicos
No Senado, uma comissão composta por 17 juristas também está encarregada de apresentar até o final de maio, o anteprojeto do novo Código Penal (Decreto-lei 2.848/40). O grupo é presidido pelo ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Gilson Dipp. No texto do Senado vão ser abordados temas como o aborto, que pode contar com maior tolerância, a honra e a dignidade sexual.

Molon, entretanto, reafirma que seu relatório não vai abordar assuntos controversos. "Tomamos a decisão de não entrar em temas que dividam o Congresso ao meio, porque, se entrarmos nesses temas, a certeza é que o debate paralisará toda a discussão. Eu temo que isso aconteça na proposta que tramita no Senado. O aborto, a descriminalização de drogas e o terrorismo - que são assuntos que vão rachar o Legislativo -, propositalmente, não serão contemplados no texto da Câmara", explica.

Se aprovado pela subcomissão especial, o relatório final será transformado em projeto de lei.

Reportagem – Renata Tôrres/Rádio Câmara
Edição – Marcelo Oliveira

Agência Câmara de Notícias

 

Notícias

Juíza reconhece domínio de imóvel por usucapião após 40 anos de posse

Posse pacífica Juíza reconhece domínio de imóvel por usucapião após 40 anos de posse Magistrada concluiu que autor comprovou posse contínua, pacífica e com ânimo de dono desde 1982. Da Redação quarta-feira, 11 de março de 2026 Atualizado às 16:01 A juíza de Direito Sara Fontes Carvalho de Araujo,...

STJ preserva testamento sem filha mesmo após paternidade reconhecida

Herança STJ preserva testamento sem filha mesmo após paternidade reconhecida Relatora entendeu que não há rompimento de testamento quando o autor mantém suas disposições mesmo ciente de ação de paternidade. 4ª turma entendeu que não há rompimento quando testador manteve disposição patrimonial mesmo...

Sobrenome do ex-cônjuge após o divórcio: exclusão pela via registral

Opinião Sobrenome do ex-cônjuge após o divórcio: exclusão pela via registral Marcos Dallarmi 6 de março de 2026, 6h39 Sob a ótica procedimental, a prática recomenda atenção a quatro pontos: prova do fato jurídico; precisão do resultado; segurança na formalização; e coerência pós-averbação. Confira...