Sistema Tributário Nacional será avaliado anualmente pela CAE

06/03/2013 - 18h30 Plenário - Votações - Atualizado em 06/03/2013 - 21h51

Sistema Tributário Nacional será avaliado anualmente pela CAE

Da Redação

O Senado aprovou, nesta quarta-feira (6), proposta que inclui nas competências da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) a responsabilidade de avaliar anualmente a funcionalidade do Sistema Tributário Nacional. Dentro dessa análise estão a estrutura e componentes do sistema, bem como o desempenho das administrações tributárias da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios.

Por se tratar de projeto de resolução do próprio Senado (PRS 27/2011), o texto aprovado, que muda o Regimento Interno da Casa, seguirá direto para promulgação. No Plenário, a matéria, apresentada pelo senador Renan Calheiros (PMDB-AL), foi relatada pelo senador Lobão Filho (PMDB-MA), que defendeu sua aprovação.

Os senadores poderão, por exemplo, pedir informações e documentos para embasar a análise aos entes federados e ao Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz). A avaliação se dará sempre no primeiro semestre: o grupo vai receber informações e documentos até 15 de março e terá até 30 de junho para apresentar seu relatório final, que deve ser votado em caráter terminativo pela própria CAE.

Alguns dos aspectos a serem levados em conta, na análise da funcionalidade do Sistema Tributário Nacional, são a qualidade dos tributos quanto à justiça fiscal, o atendimento às necessidades orçamentárias, a carga tributária, o equilíbrio federativo, as renúncias fiscais e a redução das desigualdades regionais, entre outros.

Eficiência

Ao justificar a proposta, o senador Renan Calheiros havia dito que, além de ser relevante verificar a eficiência do serviço de arrecadação fiscal, também é preciso levar em conta “a qualidade do atendimento ao contribuinte, o grau de litigiosidade no exercício de suas atribuições e a eficácia em combater a informalidade e a evasão fiscal”.

Dois senadores se apresentaram para discutir o assunto, Eduardo Suplicy (PT-SP) e Aloysio Nunes (PSDB-SP). Ambos comentaram a necessidade de o Senado avocar para si a competência de analisar o sistema tributário até mesmo para se adequar ao previsto no artigo 52 da Constituição Federal (inciso XV).

 

Agência Senado

 

Notícias

e-Not Provas e a prova digital no Brasil: avanço necessário

e-Not Provas e a prova digital no Brasil: avanço necessário Renato Martini e André Caricatti A relevância do e-Not Provas não está apenas na captura de uma tela, está na tentativa de resolver a volatilidade do conteúdo online e o risco de desaparecimento do vestígio. sexta-feira, 16 de janeiro de...

Nova Carteira de Identidade: 10 dúvidas comuns sobre o documento

Nova Carteira de Identidade: 10 dúvidas comuns sobre o documento Juliane Aguiar 15/01/2026 14:10 A Carteira Nacional de Habilitação (CNH) continua sendo um documento de identificação válido em todo o Brasil. No entanto, ela não substitui a CIN, que é o documento de registro civil oficial do...

Bens situados no exterior são mantidos fora de divisão de herança no Brasil

Bens situados no exterior são mantidos fora de divisão de herança no Brasil 14/01/2026 Lei brasileira não rege sucessão de bens no exterior. A 1ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo manteve decisão da 9ª Vara da Família e das Sucessões da Capital que negou pedido de homem...

STJ afasta execução contra cônjuge de empresário em comunhão universal

Recuperação judicial STJ afasta execução contra cônjuge de empresário em comunhão universal Para 3ª turma, a comunhão total do patrimônio impede tratar o cônjuge como garantia “externa” à recuperação judicial. Da Redação terça-feira, 13 de janeiro de 2026 Atualizado às 11:56 A 3ª turma do STJ...

Por que cada vez mais mulheres deixam de adotar o sobrenome do marido?

Por que cada vez mais mulheres deixam de adotar o sobrenome do marido? Por Júlia Cople — Rio de Janeiro 08/01/2026 03h30  Atualizado há 23 horas Embora muitas mulheres ainda adotem o sobrenome do marido (foram mais de 371 mil só em 2024), a maioria hoje escolhe não fazê-lo, seja pelo receio da...