Vereadores aceitam debate depois da retirada de PEC que restringia salários

18/04/2013 - 16h50 Especial - Atualizado em 18/04/2013 - 17h02

Vereadores aceitam debate depois da retirada de PEC que restringia salários

Da Redação

Após retirar proposta de sua autoria que acabava com a remuneração de vereadores em municípios com até 50 mil habitantes (PEC 35/2012), o senador Cyro Miranda (PSDB-GO) reuniu-se em Brasília nesta quinta-feira (18) com vereadores de diversas partes do país. O encontro aconteceu a pedido do senador Paulo Paim (PT-RS), que intermediou os diálogos entre Cyro e os vereadores.

- Não me arrependo da decisão de apresentar a proposta – declarou Cyro Miranda, argumentando que a proposta, mesmo sendo retirada, serviu para provocar um debate em âmbito nacional sobre a atuação dos vereadores.

Se fosse aprovada, a propota do senador poderia afetar quase 90% dos municípios. Com o pedido de retirada, no início deste mês, a PEC foi arquivada.

- Tive de usar um mote forte nessa PEC para despertar a atenção dos vereadores. Se eles querem ter salários, vamos então debater as suas obrigações e a sua formação – disse Cyro Miranda, acrescentando que, se a proposta continuasse tramitando, o texto seria transformado durante a tramitação.

Apesar de considerar a PEC um equívoco, o vereador José Vasconcelos de Luna Jr. (PT), do município de Carapebus, no Rio de Janeiro, concordou que a provocação do senador foi "salutar". Mais conhecido como Juninho, o vereador sugeriu que, em vez de iniciativas que acabem com a remuneração, deveriam ser apresentadas propostas que premiem os vereadores, deputados e senadores capazes de provar que exercem um mandato de qualidade".

Por sua vez, Gilson Conzatti (PMDB), presidente da União dos Vereadores do Brasil e vereador pelo município de Iraí, no Rio Grande do Sul, agradeceu a Cyro Miranda por estar aberto ao diálogo e por ter coragem de retirar a PEC, mesmo com o apelo popular que a medida tem. Ele também agradeceu a Paulo Paim por se dispor a ajudar nas negociações com o colega.

Ao defender a atuação dos vereadores, Ismaili Donassan (PSD), presidente da União das Câmaras Municipais de Mato Grosso e vereadora pelo município de Colíder, ressaltou que são esses os parlamentares que têm contato mais frequente e direto com a população, "seja na rua ou no mercado".

- Quantos cidadãos têm condições de vir até Brasília para falar com deputados ou senadores, ou mesmo de ir à capital de seu estado para ir à respectiva assembleia legislativa? - questionou ela, acrescentando que, por isso, "a sociedade depende dos vereadores, que já estão na sua base".

Para Ismaili, o salário é justo para o vereador que trabalha. Ela também avalia que, sem remuneração, a situação "pode se tornar um caos", porque estimularia ainda mais a corrupção. Apesar de também considerar a PEC um erro, a vereadora elogiou Cyro Miranda por ter retirado sua proposta.

– Brinquei com o senador: se for para chamar os vereadores à discussão, que seja de uma forma menos traumática – disse.

 

Agência Senado

 

Notícias

O uso de documento falso

  A diferença entre documento falso e falsa identidade Por Luiz Flávio Gomes     A identidade é o conjunto de características peculiares de determinada pessoa, que permite reconhecê-la e individualizá-la; envolve o nome, a idade, o estado civil, filiação, sexo...

Entenda a proibição dos faróis de xênon

Entenda a proibição dos faróis de xênon aparentes vantagens da lâmpada de xênon, entre elas uma luz mais intensa, saltaram aos olhos de muitos motoristas que possuem carros cujos faróis não são preparados para receber tais lâmpadas Pela redação - www.incorporativa.com.br 11/06/2011 A instalação de...

Posse de carregador de celular dentro de presídio é falta grave

10/06/2011 - 13h06 DECISÃO Posse de carregador de celular dentro de presídio é falta grave A posse de carregador de celular dentro da prisão, mesmo sem aparelho telefônico, é uma falta grave. A decisão é da Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Segundo os ministros, após a entrada em...

PEC dos Recursos

  A Justiça não se expressa somente em números Por José Miguel Garcia Medina   Muito se tem discutido em torno da conveniência de se limitar (ainda mais!) a quantidade de recursos que chegam aos tribunais superiores. Mas pouco se fala a respeito da função que estes tribunais exercem, no...