“Para combatermos a droga precisamos de informação"

Aumento de informações ajuda no combate às drogas

22/03/2012 - 00h00

“Para combatermos a droga, além de boa fé, precisamos de informação. Que tipo de comprometimento psicológico tem um viciado em heroína ou usuário de maconha? Para onde posso encaminhá-lo?”. As questões foram levantadas pelo juiz auxiliar da Corregedoria Nacional de Justiça do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) Ricardo Chimenti, durante a videoconferência do curso Integração de Competências no Desempenho da Atividade Judiciária com Usuários e Dependentes de Droga. O curso à distância, aberto em cerimônia, na quarta-feira (21/3), vai capacitar integrantes do Judiciário no atendimento a usuários e dependentes de drogas.

Fornecido em parceria com a Universidade de São Paulo (USP), o curso – realizado pela Secretaria Nacional de Política sobre Drogas (Senad) – pretende capacitar 15 mil operadores de Direito, entre eles magistrados, servidores do Judiciário, psicólogos, médicos, assistentes sociais e gestores públicos. “A ideia é saber identificar o problema para sabermos qual solução possível. Minha perspectiva como aluno é sair com uma ideia mais clara de como enfrentar esse problema. Onde está a rede do estado para que este dependente químico possa se tratar? Se ela não existe, então precisamos criá-la”, reforçou o magistrado, que respondeu perguntas por meio da Internet e do telefone 0800 fornecido aos participantes.

A primeira mesa redonda abordou o tema Mudança de Cultura Jurídica na Abordagem de Usuários e Dependentes de Drogas e, dela, participaram: a secretária Nacional de Políticas sobre Drogas, Paulina Duarte; o secretário de Reforma do Judiciário, Flávio Crocce Caetano; o juiz auxiliar da Corregedoria Nicolau Lupianhes Neto; o diretor-presidente da Escola Nacional de Magistratura, Roberto Portugal Bacellar; o juiz do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro Joaquim Domingos Neto; o representante do Ministério Público, o promotor de Justiça Manoel Onofre; além do professor do Departamento de Psiquiatria da USP e coordenador geral do projeto, Arthur Guerra. 

A capacitação, que terá 120 horas/aula e duração máxima de três meses, contribui para dar maior efetividade à Lei 11.343/2006, que instituiu o Sistema Nacional de Políticas Públicas sobre Drogas e reconheceu a distinção entre usuários e traficantes, prevendo tratamento e penalidades diferenciadas para cada um desses crimes.

A iniciativa faz parte do Plano Integrado de Enfrentamento ao Crack e outras Drogas do governo federal e é uma das etapas do programa que busca aprimorar a atuação do Judiciário na atenção e reinserção social dos usuários e dependentes de drogas. Mais informações sobre o curso podem ser obtidas no endereço www.operadoresdodireito.senad.gov.br

 

Regina Bandeira
Foto/Fonte: Agência CNJ de Notícias
 

Notícias

Código Civil permite reconhecimento de parentesco socioafetivo entre irmãos

Prova de carinho Código Civil permite reconhecimento de parentesco socioafetivo entre irmãos 21 de abril de 2026, 8h53 O juiz, por sua vez, entendeu que é possível estabelecer parentesco a partir de outras origens, além da consanguínea, como a afetividade — o que é assegurado pelo artigo 1.593 do...

STJ não conhece recurso sobre caução em penhora por falta de impugnação

STJ não conhece recurso sobre caução em penhora por falta de impugnação 4ª turma manteve decisão sem analisar mérito por óbices processuais. Da Redação quarta-feira, 15 de abril de 2026 Atualizado às 11:09 A 4ª turma do STJ, por unanimidade, não conheceu de recurso especial em caso que discutia a...

Intenção de compra de imóveis atinge maior nível em um ano

Intenção de compra de imóveis atinge maior nível em um ano Letícia Furlan Repórter de Mercados Publicado em 11 de abril de 2026 às 14h00. Entre os recortes analisados, o destaque está nas gerações mais jovens. A geração Z, formada por pessoas entre 21 e 28 anos, lidera a intenção de compra, com 59%...