ARTIGO – EMPRESAS DEVEM SE APRESSAR PARA ATENDER À NOVA PROTEÇÃO DE DADOS – POR ELIAS GORAIEB

Origem da Imagem/Fonte: Colégio Notarial do Brasil

ARTIGO – EMPRESAS DEVEM SE APRESSAR PARA ATENDER À NOVA PROTEÇÃO DE DADOS – POR ELIAS GORAIEB

Lei exige consentimento explícito para coleta e processamento de dados

As companhias brasileiras agora têm pouco menos de 18 meses para se adaptarem às novas regras da Lei Geral de Proteção de Dados, que exige consentimento explícito para coleta e processamento de dados e obriga que o usuário possa visualizar, corrigir e excluí-los.

Não será fácil se adaptar. Uma pesquisa realizada pela McKinsey com gestores europeus a poucos meses da vigência da lei de proteção de dados deles mostrou que a maioria dos executivos ainda não se sentia preparada para as novas regras. Faltavam controles de segurança, ferramentas para automação, gestão de dados e treinamento de equipes.

As empresas captam milhares de informações pessoais inadvertidamente, simplesmente porque os clientes estão compartilhando. O conceito de ter várias interações diferentes todos os dias com os usuários, que agora extrapolam apenas as interações humanas ou de call centers, para interfaces automatizadas, como os chatbots, torna impossível controlar o que as pessoas estão dizendo.

A prova de que este não é um problema apenas da T.I., mas também do departamento de Recursos Humanos e até dos representantes de vendas, uma vez que dados pessoais são manuseados em todos os níveis da organização.

Em um primeiro momento, muitas das companhias europeias preferiram continuar usando processos manuais e controles temporários para garantir adequação à lei. Essas medidas não serão sustentáveis por muito tempo, especialmente porque os pedidos de acesso a dados pessoais tendem a aumentar.

Será preciso um investimento massivo em tecnologias de inteligência artificial que permitem detectar quais informações são pessoais e o que fazer com elas – mascará-las imediatamente, apagar ou bloqueá-las, evitando que a empresa fique sob risco.

Como visto nos principais incidentes de segurança de dados que chegaram recentemente às manchetes, violações podem manchar a reputação de uma empresa e prejudicar suas finanças. Em 2017, casos do tipo custaram US$ 3,62 milhões em todo o mundo – ou, cerca de US$ 147 por cada registro comprometido nas companhias.

Para além das adequações técnicas, existe ainda outro desafio: a estrutura organizacional. Para uma grande organização descentralizada, reportar quebras de segurança apropriadamente e com agilidade pode ser difícil. Lidar com esse tema exigirá mais pessoas, treinamento adequado e criação de processos claros.

Em um tempo em que as pessoas estão se tornando mais conscientes sobre seus direitos e preocupadas sobre como suas informações pessoais são utilizadas, mesmo aqueles que adotarem boas práticas podem sofrer danos à sua reputação se os consumidores se sentirem injustiçados de alguma forma.

Vale dizer que 18 meses de adequação não foram suficientes para muitas companhias na Europa, onde sua lei de proteção de dados, na qual o Brasil se baseou, é tida como uma das mais rígidas em todo o mundo.

Será preciso correr contra o relógio e entender o que está acontecendo, implementar tecnologias, treinar pessoas e investir em marketing para colocar de pé as boas práticas de proteção de dados. A boa notícia é que podemos mirar os exemplos europeus para fazer as adequações funcionarem e estarmos prontos quando a regulamentação começar a valer.

ELIAS GORAIEB – Sócio da prática de Riscos da McKinsey

Fonte: Jota
Extraído de Colégio Notarial do Brasil

Notícias

Cópias sem autenticação inviabilizam mandado de segurança

Extraído de AnoregBR Cópias sem autenticação inviabilizam mandado de segurança Seg, 28 de Fevereiro de 2011 08:54 O objetivo era extinguir uma reclamação trabalhista com o mandado de segurança, mas, depois dos resultados negativos nas instâncias anteriores, as empregadoras também tiveram seu...

O mercado ilegal de produtos

27/02/2011 - 10h00 ESPECIAL Decisões judiciais imprimem mais rigor contra a pirataria “Receita continua a fiscalizar comércio irregular em São Paulo.” “Polícia estoura estúdio de pirataria e apreende 40 mil CDs e DVDS.” “Quadrilha tenta pagar propina de R$ 30 mil e é desarticulada.” Todas essas...

A idade mínima para ser juiz

  Juízes, idade mínima e reflexos nas decisões Por Vladimir Passos de Freitas A idade mínima para ser juiz e os reflexos no comportamento e nas decisões é tema tratado sem maior profundidade. As Constituições de 1824 e de 1891 não fixaram idade mínima para ser juiz. Todavia, o Decreto 848,...

Quando o anticoncepcional falha

Quando o anticoncepcional falha (25.02.11) O TJ de Santa Catarina decidiu que uma indústria Germed Farmacêutica Ltda. deve continuar pagando pensão de um salário mínimo mensal - mesmo enquanto apelação não é julgada - a uma mulher da cidade de Navegantes que teria engravidado apesar de utilizar...

Credores não habilitados

Extraído de AnoregBR Concordatária tem direito ao levantamento de valores que estão depositados à disposição de credores não habilitados Sex, 25 de Fevereiro de 2011 13:53 A Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que a empresa Ferragens Amadeo Scalabrin Ltda. tem direito ao...

Direito de Família

  Leis esparsas e jurisprudência geram novas tendências Por Caetano Lagrasta   O Direito de Família é atividade jurídica em constante evolução, ligada aos Costumes e que merece tratamento diferenciado por parte de seus lidadores. Baseado no Sentimento, no Afeto e no Amor, merece soluções...