Câmara desenvolverá software para divulgar resultado de eleições municipais

04/07/2016 - 21h25

Câmara desenvolverá software para divulgar resultado de eleições municipais

O Centro de Informática da Câmara dos Deputados desenvolverá um software para facilitar a divulgação dos resultados das eleições municipais deste ano para que o cidadão saiba se o parlamentar candidato foi eleito ou não para o cargo disputado. Após reunião nesta segunda-feira (4), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou que cada veículo parceiro poderá criar uma solução própria com os dados da divulgação, a partir do software Divulga 2016.

Segundo o coordenador de Jornalismo da Câmara dos Deputados, Wilson Silveira, a informação é relevante porque, na medida em que um parlamentar é eleito prefeito, por exemplo, há alteração da composição da própria Câmara, uma vez que os suplentes assumem a vaga do titular. E, principalmente, pelo fato de o programa do TSE não ter essa informação.

“Nosso interesse nesta eleição é identificar a eleição de deputados federais. Deputados federais são candidatos a prefeito, a vice-prefeito e, eventualmente, a vereador. Nós vamos acompanhar a situação de cada um. Como o TSE não disponibiliza essa informação, nós pretendemos desenvolver um software próprio para ter essa informação em primeira mão", informou Silveira.

De acordo com o gerente de projetos do TSE, Alberto Cavalcante, a parceria com os órgãos de imprensa vai dar maior agilidade à distribuição dos dados. “Prestamos o serviço dentro de nosso limite. São os parceiros que fazem chegar as informações aos cidadãos muito antes da Justiça Eleitoral”, disse.

Critérios de consulta
Cavalcante informou que, neste ano, será permitida consulta acessória para saber quantos votos teve determinado candidato que esteja sub judice ou com candidatura indeferida. Até a última eleição, a votação era zerada e apenas o candidato tinha acesso aos números.

Outra novidade, de acordo com o representante do tribunal, é que o sistema do TSE não vai mais divulgar se o candidato está matematicamente eleito. Segundo ele, o cálculo para dar essa informação é complexo e há situações de indefinição eleitoral que podem prejudicar a exatidão da informação.

Wilson Silveira acredita, no entanto, que a ausência dessa informação vai atrasar a divulgação dos eleitos. "A decisão do TSE de retirar a informação do candidato matematicamente eleito piora, para nós do jornalismo, porque a gente tem que esperar o resultado oficial e a proclamação do resultado para dizer que determinado candidato está eleito”, informou.

O primeiro turno das eleições de 2016 será no dia 2 de outubro, e o segundo, no dia 30. Com toda a estrutura montada, o resultado das eleições começará a ser divulgado a partir das 17 horas (horário local) do mesmo dia das votações.

Reportagem – Luiz Gustavo Xavier
Edição – Pierre Triboli
Origem das Fotos/Fonte: Agência Câmara Notícias
 

 

Notícias

Por que cada vez mais mulheres deixam de adotar o sobrenome do marido?

Por que cada vez mais mulheres deixam de adotar o sobrenome do marido? Por Júlia Cople — Rio de Janeiro 08/01/2026 03h30  Atualizado há 23 horas Embora muitas mulheres ainda adotem o sobrenome do marido (foram mais de 371 mil só em 2024), a maioria hoje escolhe não fazê-lo, seja pelo receio da...

Contrato de namoro: Bobagem ou blindagem patrimonial?

Contrato de namoro: Bobagem ou blindagem patrimonial? Izabella Vasconcellos Santos Paz O artigo aborda a importância do contrato de namoro como proteção patrimonial em relacionamentos informais. terça-feira, 23 de dezembro de 2025 Atualizado às 13:24 "Os tempos são líquidos porque tudo muda tão...

STJ julga caso inédito de adoção unilateral com manutenção de poder familiar

Família STJ julga caso inédito de adoção unilateral com manutenção de poder familiar 4ª turma fixou solução inovadora proposta pelo ministro Buzzi. Da Redação sexta-feira, 6 de dezembro de 2019 Atualizado em 7 de dezembro de 2019 16:30 A 4ª turma do STJ concluiu na quinta-feira, 5, julgamento que...

Inclusão do cônjuge do devedor na execução: até onde vai a conta do casamento?

Opinião Inclusão do cônjuge do devedor na execução: até onde vai a conta do casamento? Lina Irano Friestino 19 de dezembro de 2025, 9h25 A decisão do STJ no REsp 2.195.589/GO reforça algo que, no fundo, já estava escrito na lógica do regime de bens: casar sob comunhão parcial significa dividir não...