CNJ vai a Minas Gerais conhecer programas para detentos

Foto: Luiz Silveira/Agência CNJ

CNJ vai a Minas Gerais conhecer programas para detentos e adolescentes em conflito com a lei

12/07/2013 - 16h36

O conselheiro Guilherme Calmon e os juízes auxiliares da Presidência do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) Douglas Martins e Marina Gurgel estarão em Minas Gerais, na segunda-feira (15/7) e terça-feira (16/7), para conhecer iniciativas estaduais de atendimento a detentos e a adolescentes em conflito com a lei. Guilherme Calmon é supervisor do Departamento de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e do Sistema de Execução de Medidas Socioeducativas (DMF), do CNJ. Também participará da agenda o promotor de Justiça Carlos Martheo, membro auxiliar do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), órgão no qual integra a Comissão de Infância e Juventude.

A partir das 9h30 de segunda-feira, a comitiva do CNJ estará na Secretaria de Estado de Defesa Social para audiência com o secretário Rômulo Ferraz. Na oportunidade, será apresentado o Projeto Portas Abertas, que responsabiliza o adolescente em conflito com a lei desde atos infracionais mais leves. O objetivo é prevenir que o menor venha a cometer delitos mais graves. A intervenção, feita sem a internação do adolescente, busca sua ressocialização por meio da frequência escolar, da prestação de serviço comunitário e do convívio em família.

O Portas Abertas foi lançado pelo governador Antônio Anastasia em 11 de abril deste ano, em Belo Horizonte. Na ocasião, o conselheiro Jefferson Kravchychyn representou o CNJ na assinatura de termo de cooperação com o governo mineiro e diversas outras instituições, estaduais e federais. Pelo acordo, cabe ao Conselho orientar magistrados e fiscalizar a observância das diretrizes da Resolução CNJ nº 165, de 16 de novembro de 2012, que dispõe sobre normas gerais para o atendimento, pelo Poder Judiciário, ao adolescente em conflito com a lei no âmbito da internação provisória e do cumprimento das medidas socioeducativas.

Ainda na segunda-feira, a partir de 16h, os representantes do CNJ farão visita a um Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas), em Belo Horizonte.

Inspeção - Na terça-feira, a agenda começa às 10h, no município de Contagem, onde os representantes do CNJ vão participar do lançamento do Projeto Saque do FGTS, que facilita o saque de recursos do fundo por detentos. Na sequência, o conselheiro Guilherme Calmon e os juízes auxiliares do CNJ farão inspeção na Penitenciária Nelson Hungria, de Contagem, a maior unidade prisional de segurança máxima de Minas Gerais. Às 14h, o grupo visitará, no mesmo município, a sede do Programa Novos Rumos, voltado à reinserção social de detentos e egressos do sistema carcerário, e acompanhará o mutirão carcerário que está sendo realizado pelo Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais (TJMG).

O último compromisso da agenda será uma visita à Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (Apac) do município de Santa Luzia, a partir de 15h30. As Apacs são entidades civis de direito privado, com personalidade jurídica própria, responsáveis pela administração de centros de Reintegração Social. Elas operam como parceiras dos poderes Judiciário e Executivo na execução penal e na administração das penas privativas de liberdade, nos regimes fechado, semiaberto e aberto. Funcionam ainda sem a presença da polícia ou de agentes armados e são baseadas na corresponsabilidade dos detentos (chamados recuperandos) pela sua reinserção social. Além de humanizar o cumprimento da pena, proporcionam assistência espiritual, médica, psicológica e jurídica prestada pelas comunidades onde se situam
.


Jorge Vasconcellos
Agência CNJ de Notícias
 

Notícias

STJ admite recibo como justo título na usucapião; entenda o requisito

Propriedade STJ admite recibo como justo título na usucapião; entenda o requisito Tema envolve interpretação do art. 1.242 do Código Civil e requisitos da usucapião ordinária. Da Redação terça-feira, 17 de março de 2026 Atualizado às 09:28 Na última semana, a 3ª turma do STJ reconheceu recibo de...

Juíza reconhece domínio de imóvel por usucapião após 40 anos de posse

Posse pacífica Juíza reconhece domínio de imóvel por usucapião após 40 anos de posse Magistrada concluiu que autor comprovou posse contínua, pacífica e com ânimo de dono desde 1982. Da Redação quarta-feira, 11 de março de 2026 Atualizado às 16:01 A juíza de Direito Sara Fontes Carvalho de Araujo,...

STJ preserva testamento sem filha mesmo após paternidade reconhecida

Herança STJ preserva testamento sem filha mesmo após paternidade reconhecida Relatora entendeu que não há rompimento de testamento quando o autor mantém suas disposições mesmo ciente de ação de paternidade. 4ª turma entendeu que não há rompimento quando testador manteve disposição patrimonial mesmo...