Dados de mortalidade pela Covid-19 poderão ter a inclusão de marcador étnico-racial

Paula Fróes/Governo da Bahia
Projeto cita que a porcentagem de vítimas por Covid-19 entre pretos e pardos passou de 32,8% para 54,8%
Fonte: Agência Câmara de Notícias

Projeto determina inclusão da cor nos dados de pessoa contaminada por Covid-19

Deverão ser utilizadas as categorias do IBGE: branco, preto, pardo, indígena ou amarelo

20/05/2020 - 13:48  

O Projeto de Lei 2726/20 torna obrigatória a inclusão de marcador étnico-racial nos dados oficiais de contaminação e mortalidade pela Covid-19. A determinação valerá tanto para os órgãos integrantes do Sistema Único de Saúde (SUS) como para os hospitais privados.

Pelo texto, em análise na Câmara dos Deputados, deverão ser utilizadas as categorias do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE): branco, preto, pardo, indígena ou amarelo. Juntos, pretos e pardos são classificados como negros.

O objetivo do autor da proposta, deputado Alexandre Padilha (PT-SP), é identificar os grupos mais vulneráveis à pandemia no País. Ele destaca que o Ministério da Saúde só começou a publicar dados de pessoas infectadas com o recorte de cor/raça em 10 de abril, a pedido da Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade e da Coalizão Negra por Direitos, via Lei de Acesso à Informação (LAI).

Conforme dados divulgados pelo Ministério da Saúde na última segunda-feira (18), a porcentagem de pacientes mortos por Covid-19 entre pretos e pardos passou de 32,8% para 54,8% entre 10 de abril e 18 de maio.

Repasse de informações
Padilha aponta falhas no repasse das informações dos estados para o governo federal sobre a Covid-19. Ele cita reportagem do portal Uol de 5 de maio mostrando que apenas 32% dos estados –ou seja menos da metade – apresenta dados detalhados sobre o coronavírus.

Segundo o deputado, também no dia 5 de maio, a Justiça Federal do Rio de Janeiro determinou que os dados registrados e divulgados sobre os casos de coronavírus no País incluam, obrigatoriamente, informações sobre a etnorraça dos infectados.

Reportagem - Lara Haje
Edição - Roberto Seabra

Fonte: Agência Câmara de Notícias

 

Notícias

Juíza reconhece domínio de imóvel por usucapião após 40 anos de posse

Posse pacífica Juíza reconhece domínio de imóvel por usucapião após 40 anos de posse Magistrada concluiu que autor comprovou posse contínua, pacífica e com ânimo de dono desde 1982. Da Redação quarta-feira, 11 de março de 2026 Atualizado às 16:01 A juíza de Direito Sara Fontes Carvalho de Araujo,...

STJ preserva testamento sem filha mesmo após paternidade reconhecida

Herança STJ preserva testamento sem filha mesmo após paternidade reconhecida Relatora entendeu que não há rompimento de testamento quando o autor mantém suas disposições mesmo ciente de ação de paternidade. 4ª turma entendeu que não há rompimento quando testador manteve disposição patrimonial mesmo...

Sobrenome do ex-cônjuge após o divórcio: exclusão pela via registral

Opinião Sobrenome do ex-cônjuge após o divórcio: exclusão pela via registral Marcos Dallarmi 6 de março de 2026, 6h39 Sob a ótica procedimental, a prática recomenda atenção a quatro pontos: prova do fato jurídico; precisão do resultado; segurança na formalização; e coerência pós-averbação. Confira...