Fim do voto obrigatório puxa mudanças no sistema político-eleitoral

24/09/2013 - 13h20 Comissões - Justiça - Atualizado em 24/09/2013 - 13h28

Fim do voto obrigatório puxa mudanças no sistema político-eleitoral

Simone Franco

O fim do voto obrigatório para os eleitores com mais de 16 anos é uma das sete propostas de mudança no sistema político-eleitoral em pauta na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) nesta quarta-feira (25). O senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES) é autor da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 55/2012, que institui o voto facultativo, mas mantém a obrigatoriedade de alistamento eleitoral para os brasileiros maiores de 18 anos. Controversa, a medida conta com o apoio do relator, senador Pedro Taques (PDT-MT).

Redistribuição de deputados

Taques também recomendou a aprovação de outra iniciativa polêmica: a alteração no número de deputados federais de 13 estados na próxima legislatura (2015-2019). Este ajuste consta de projeto de lei (PLS 221/2013 - Complementar) do senador Eduardo Lopes (PRB-RJ) e, se for aprovado, levará oito estados a perderem e cinco a ganharem cadeiras na Câmara dos Deputados. A redistribuição proposta se baseia na Resolução nº 23.389/2013, editada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A matéria conta com voto em separado contrário do senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB).

Na sequência, a CCJ deve se manifestar sobre uma matéria correlata ao PLS 221/2013 - Complementar, também apresentada por Lopes. Trata-se do Projeto de Decreto Legislativo (PDS) 85/2013, que susta os efeitos daquela resolução do TSE, que alterou não só a composição da Câmara dos Deputados, mas também das Assembleias Legislativas e da Câmara Legislativa do Distrito Federal para as eleições de 2014. Na condição de relator, Taques votou pela rejeição da matéria, por considerar a impossibilidade de um decreto legislativo anular decisões do Poder Judiciário. Por sua vez, o senador Wellington Dias (PT-PI) apresentou voto em separado pela sua aprovação.

Campanhas

O Projeto de Lei do Senado (PLS) 123/2011 do senador Roberto Requião (PMDB-PR), que institui o sistema de lista fechada na eleição proporcional, também recebeu voto pela rejeição do relator, senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES). Segundo argumentou no parecer, "a lista fechada gera o excessivo fortalecimento das direções partidárias e a 'burocracia' partidária, estimulando a corrupção dos delegados nas convenções partidárias para a compra dos melhores lugares da lista e dando azo ao engrandecimento dos 'caciques eleitorais', que passam a escolher os candidatos de sua preferência para compor a lista partidária".

Maior divulgação a recursos recebidos e gastos em campanhas eleitorais será outra medida debatida pela CCJ nesta quarta-feira (25). De acordo com o PLS 601/2011, elaborado por Taques, os candidatos, partidos políticos e coligações seriam obrigados a divulgar relatórios quinzenais na internet, no período de julho a setembro, sobre os valores movimentados durante a campanha. O projeto tem parecer favorável, na forma de substitutivo, do relator, senador Antonio Carlos Rodrigues (PR-SP).

Carta de princípios

Será analisado, ainda, substitutivo a projeto de lei (PLS 358/2009) do senador Inácio Arruda (PCdoB-CE) que proíbe deputados, senadores e outros ocupantes de mandato eletivo, bem como seus parentes até segundo grau, de dirigirem concessionárias de serviços públicos, como telefonia e energia elétrica. O relator, senador Luiz Henrique (PMDB-SC), modificou o projeto para limitar a vedação a quem exerceu mandato eletivo nos últimos dois anos e a seus parentes até segundo grau.

Por fim, a CCJ deverá analisar projeto de lei (PLS 195/2006) do senador Cristovam Buarque (PDT-DF) que obriga os candidatos a cargos eletivos a apresentarem uma carta de princípios e seu programa de trabalho ao registrarem sua candidatura junto à Justiça Eleitoral. A iniciativa tem voto favorável do relator, senador Rodrigo Rollemberg (PSB-DF).

 

Agência Senado

 

Notícias

Adolescente terá nome de dois pais na certidão de nascimento

Adolescente terá nome de dois pais na certidão de nascimento Decisão da Comarca de Campina Verde reconhece a evolução das estruturas familiares 27/01/2026 - Atualizado em 28/01/2026 Um adolescente passará a ter, na certidão de nascimento, o registro de dois pais junto do nome da mãe....

Pouco conhecido, pagamento de pensão pelos avós protege infância

Opinião Pouco conhecido, pagamento de pensão pelos avós protege infância Marcos Bilharinho 28 de janeiro de 2026, 6h35 É constatado, ainda, que o Brasil é a única nação que destina mais de seis vezes dos recursos do orçamento para os mais velhos do que para os mais jovens. Prossiga em Consultor...

Doação em vida ou testamento? Como escolher

Doação em vida ou testamento? Como escolher Izabella Vasconcellos Santos Paz Comparação entre doação em vida e testamento no planejamento sucessório, destacando vantagens, riscos e como escolher a estratégia ideal para garantir segurança familiar. terça-feira, 27 de janeiro de 2026 Atualizado às...

Assinatura digital e eletrônica: qual a diferença real entre elas?

Tecnologia Assinatura digital e eletrônica: qual a diferença real entre elas? Embora pareçam sinônimos, os termos têm diferenças técnicas e de validade jurídica importantes; entenda de vez para não errar na hora de usar Juliane Aguiar  22/01/2026 14:47 Assinar um documento sem caneta e...