Lançada campanha de combate à violência contra a mulher

Lançada campanha de combate à violência contra a mulher

07/08/2012 - 06h00

Em comemoração aos seis anos da Lei 11.340, mais conhecida com Lei Maria da Penha, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) lança, em parceria com a Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM), a campanha Compromisso e Atitude, de combate à violência de gênero no âmbito familiar e doméstico. A apresentação da iniciativa será às 9h desta terça-feira (7/8), dia do aniversário da lei, durante o Encontro Nacional de Delegacias de Atendimento às Mulheres, evento realizado pela SPM, até quarta-feira (8/8), em Brasília. Participará do lançamento o Conselheiro Bruno Dantas.

Luciane Bortoleto, Juíza Auxiliar da Comissão de Acesso à Justiça e Cidadania, instância do CNJ responsável pelas ações na área do combate à violência contra a mulher, conta que a campanha contará com lançamentos regionais, ao longo do ano, nos estados das cinco regiões do País que registraram os maiores índices de violência contra a mulher, segundo o Mapa da Violência – pesquisa desenvolvida pela SPM sobre o homicídio feminino.

Ranking – De acordo com o estudo, o Espírito Santo lidera o ranking nacional, com taxa de 9,4 homicídios para cada 100 mil mulheres. A Região Sudeste, portanto, será a primeira a sediar o lançamento regional da campanha. A previsão é que a iniciativa seja apresentada em 24 de agosto em Vitória, capital capixaba. Nesse dia, está prevista também a inauguração de um site voltado para os operadores do Direito.

Para a Juíza Luciane, a ideia é disseminar jurisprudência, doutrinas, artigos jurídicos e até modelos de decisões acerca da Lei Maria da Penha. “O objetivo é subsidiar também os operadores do Direito que não atuam diretamente com a Lei Maria da Penha, mas que em algum momento precisam lidar com o tema. Precisamos fornecer instrumentos práticos para que eles possam atuar em casos concretos”, afirmou.

Lançamentos – O lançamento regional da Campanha Compromisso e Atitude terá continuidade no Nordeste. A apresentação da iniciativa está agendada para o dia 28 de setembro em Alagoas – estado que registrou taxa de homicídio feminino de 8,3 para cada 100 mil mulheres.

Na Região Sul, o lançamento está previsto para o dia 14 de dezembro, no Paraná. Essa unidade federativa constatou taxa de assassinato de 6,3 entre cada 100 mil mulheres. Na Região Norte, a campanha deverá ocorrer em 19 de novembro no Pará, estado com taxa de homicídio feminino de 6,0 para cada 100 mil mulheres. No Centro-Oeste, o lançamento foi agendado para 7 de dezembro no Mato Grosso, unidade da federação com o mesmo índice que o Pará no ranking de assassinatos de mulheres.

A campanha também será realizada em conjunto com o Colégio Permanente de Presidente de Tribunais, Conselho Nacional de Procuradores-Gerais, Conselho Nacional dos Defensores Públicos-Gerais e Ministério da Justiça.

Para Ana Teresa Iamarino, coordenadora-geral de acesso à Justiça e combate à violência da SPM, essas parcerias expressam o objetivo da campanha, de envolver todo o sistema de justiça no compromisso de enfrentar os crimes contra as mulheres. “Queremos qualificar o sistema de Justiça e disseminar boas práticas, de forma a garantir a maior integração entre esses órgãos”, afirmou.

 

Foto/Fonte: CNJ

Notícias

STJ não conhece recurso sobre caução em penhora por falta de impugnação

STJ não conhece recurso sobre caução em penhora por falta de impugnação 4ª turma manteve decisão sem analisar mérito por óbices processuais. Da Redação quarta-feira, 15 de abril de 2026 Atualizado às 11:09 A 4ª turma do STJ, por unanimidade, não conheceu de recurso especial em caso que discutia a...

Intenção de compra de imóveis atinge maior nível em um ano

Intenção de compra de imóveis atinge maior nível em um ano Letícia Furlan Repórter de Mercados Publicado em 11 de abril de 2026 às 14h00. Entre os recortes analisados, o destaque está nas gerações mais jovens. A geração Z, formada por pessoas entre 21 e 28 anos, lidera a intenção de compra, com 59%...

Gênero não binário integra personalidade e pode estar no registro civil

Questão de identidade Gênero não binário integra personalidade e pode estar no registro civil 9 de abril de 2026, 10h38 “O Colendo Supremo Tribunal Federal, no julgamento da ADI 4275, que analisou a possibilidade de alteração do prenome e do sexo no registro civil de pessoa transgênero, assentou...