Programa Julgar acelera publicação de sentenças em Minas Gerais

Origem da Foto/Fonte: CNJ

Programa Julgar acelera publicação de sentenças em Minas Gerais

03/08/2017 - 12h13

Com a passagem do primeiro ano de regulamentação do Programa “Julgar: Rede Ampliada de Justiça”, em agosto de 2017, os resultados alcançados são extremamente positivos e repercutem na aceleração do julgamento de ações cíveis e criminais. Até o momento, 10,592 mil sentenças já foram minutadas por assessores. O Julgar é uma força-tarefa formada por assessores, com apoio de magistrados, que dá vazão aos processos cíveis e criminais em unidades judiciárias cujos números apontam a necessidade de uma intervenção localizada.

Um dos juízes que coordenam o Julgar, Bruno Henrique Tenório Taveira, explica que o programa auxilia comarcas que possuem um elevado acervo, principalmente de processos antigos (meta 2 do Conselho Nacional de Justiça) e ações de improbidade e crimes contra a administração pública que tramitam na Justiça Estadual (meta 4 do CNJ). Uma equipe com 34 assessores, ligados à Presidência do TJMG, atua em processos que estão na fase de elaboração de sentenças.

“Trata-se de um esforço da atual gestão em atender a todas as comarcas, principalmente, as do interior e atender ao cidadão com mais agilidade. A equipe do Julgar atua em comarcas que por questões estruturais ou grande acervo necessitam de apoio”, sintetiza o juiz Bruno Henrique Tenório Taveira.

O juiz Pedro Alonso, da 2ª Vara Cível, Criminal e da Infância e da Juventude da comarca de Várzea da Palma, foi um dos magistrados que contou com o apoio do Julgar. Ele comenta que, quando atuou na comarca de Peçanha, encontrou um acervo com muitos processos antigos e paralisados. “Ao enviar parte desses processos antigos para a equipe do Julgar, tive tempo para dar andamento a processos novos, principalmente porque procuro sentenciá-los durante a realização de audiências, quando possível. Caso contrário, teria que perder tempo para sentenciar os processos antigos. Houve uma baixa considerável no acervo”, disse.

O juiz Francisco Lacerda de Figueiredo, da 2ª Vara Empresarial e de Fazenda Pública da comarca de Montes Claros, aponta a redução de custos com deslocamento de processos como um fator positivo do Julgar. Em mutirões, por exemplo, havia custos de diárias para equipes.  “Com o Julgar, só há custos com malotes para envio dos processos aptos para sentença para Belo Horizonte, onde tudo é centralizado”.

A juíza Bárbara Lívio, atualmente titular da 2ª Vara Cível, Criminal e da Infância e da Juventude, da comarca de Januária, também teve o apoio do Julgar. Quando trabalhou na comarca de Manga, vários processos foram encaminhados e devolvidos com rapidez pela equipe do Julgar. Ela avalia que o programa foi uma excelente iniciativa para a comarca. “Muitos processos foram sentenciados, de modo a dar vazão à demanda reprimida de feitos que existia nas varas. Assim, processos que se encontravam paralisados, em fase de sentença, foram solucionados, o que aumenta a própria legitimidade do Poder Judiciário”.

“Isso porque o andamento do processo e a sentença aproximam o Poder Judiciário da sociedade, transmitindo a ideia de celeridade e efetividade, o que traz mais segurança nas relações cotidianas e diminui, inclusive, a criminalidade”, prossegue a magistrada. A juíza Bárbara Lívio complementa que o Julgar também permite que a comarca auxiliada foque em outros pontos sensíveis no curso processual, podendo, por exemplo, equilibrar sua dinâmica de trabalho de modo a atingir as metas do TJMG e do CNJ.

Fonte: TJMG
Extraído de CNJ

Notícias

Nova Carteira de Identidade: 10 dúvidas comuns sobre o documento

Nova Carteira de Identidade: 10 dúvidas comuns sobre o documento Juliane Aguiar 15/01/2026 14:10 A Carteira Nacional de Habilitação (CNH) continua sendo um documento de identificação válido em todo o Brasil. No entanto, ela não substitui a CIN, que é o documento de registro civil oficial do...

Bens situados no exterior são mantidos fora de divisão de herança no Brasil

Bens situados no exterior são mantidos fora de divisão de herança no Brasil 14/01/2026 Lei brasileira não rege sucessão de bens no exterior. A 1ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo manteve decisão da 9ª Vara da Família e das Sucessões da Capital que negou pedido de homem...

STJ afasta execução contra cônjuge de empresário em comunhão universal

Recuperação judicial STJ afasta execução contra cônjuge de empresário em comunhão universal Para 3ª turma, a comunhão total do patrimônio impede tratar o cônjuge como garantia “externa” à recuperação judicial. Da Redação terça-feira, 13 de janeiro de 2026 Atualizado às 11:56 A 3ª turma do STJ...

Por que cada vez mais mulheres deixam de adotar o sobrenome do marido?

Por que cada vez mais mulheres deixam de adotar o sobrenome do marido? Por Júlia Cople — Rio de Janeiro 08/01/2026 03h30  Atualizado há 23 horas Embora muitas mulheres ainda adotem o sobrenome do marido (foram mais de 371 mil só em 2024), a maioria hoje escolhe não fazê-lo, seja pelo receio da...