Senadores manifestam apoio ao papel investigativo do Ministério Público

07/08/2012 - 21h51 Especial - Atualizado em 07/08/2012 - 21h51

Senadores manifestam apoio ao papel investigativo do Ministério Público

Laércio Franzon

Senadores que integram a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) manifestaram, em reunião nesta terça-feira (7) com representantes dos Ministérios Públicos da União, dos Estados e do Distrito Federal, oposição à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 37/2011. A PEC retira do MP a prerrogativa de realizar investigações criminais.

A PEC, do deputado Lourival Mendes (PTdoB-MA), acrescenta o parágrafo 10º ao artigo 144 da Constituição, atribuindo a competência para a investigação criminal apenas à Polícia Federal e às polícias civis dos estados e do Distrito Federal.

Durante a reunião, o senador Renan Calheiros (PMDB-AL), que propôs a reunião com representantes do Ministério Público, destacou o grande avanço da Constituição de 1988, que possibilitou a reestruturação do MP, com a definição de suas atribuições, tornando-o uma instituição essencial para a administração da justiça no país.

– Não vejo absolutamente nenhum sentido em excluir o MP da investigação. Entendo que o MP é insubstituível na persecução criminal — afirmou o senador.

No mesmo sentido, Fernando Collor (PTB-AL) considerou a hipótese de retirada dos poderes investigativos do MP como uma “amputação” das atribuições constitucionais já consagradas no texto da Carta Magna. Collor afirmou que a sociedade brasileira muito deve ao MP, que a defende.

Por sua vez, o senador Pedro Taques (PDT-MT), ex-procurador da República, avaliou a PEC 37/2011 como um retrocesso nas funções constitucionais do MP. Ele lembrou que em quase o todo mundo vigora o princípio da universalização da investigação, existindo na maioria dos países a prerrogativa de investigação do MP.

Na reunião, o procurador-geral de Justiça do Ministério Público do Rio de Janeiro, Cláudio Soares Lopes, disse ser de grande interesse para o MP a criação de um canal de diálogo com o Congresso Nacional, através do qual os problemas do MP possam ser discutidos de forma transparente.

Do mesmo modo, o consultor do Senado Fabiano Silveira, membro do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), enfatizou a necessidade de ampliação do diálogo entre o MP e Congresso Nacional.

Estiveram presentes ao encontro, ainda, os senadores José Pimentel (PT-CE), Sérgio Souza (PMDB-PR), Sérgio Petecão (PSD-AC), Vital do Rêgo (PMDB-PB), Anibal Diniz (PT-AC), Casildo Maldaner (PMDB-SC), Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR), Blairo Maggi (PR-MT) e Eduardo Amorim (PSC-SE).

 

Agência Senado

 

Notícias

Contrato de namoro: Bobagem ou blindagem patrimonial?

Contrato de namoro: Bobagem ou blindagem patrimonial? Izabella Vasconcellos Santos Paz O artigo aborda a importância do contrato de namoro como proteção patrimonial em relacionamentos informais. terça-feira, 23 de dezembro de 2025 Atualizado às 13:24 "Os tempos são líquidos porque tudo muda tão...

STJ julga caso inédito de adoção unilateral com manutenção de poder familiar

Família STJ julga caso inédito de adoção unilateral com manutenção de poder familiar 4ª turma fixou solução inovadora proposta pelo ministro Buzzi. Da Redação sexta-feira, 6 de dezembro de 2019 Atualizado em 7 de dezembro de 2019 16:30 A 4ª turma do STJ concluiu na quinta-feira, 5, julgamento que...

Inclusão do cônjuge do devedor na execução: até onde vai a conta do casamento?

Opinião Inclusão do cônjuge do devedor na execução: até onde vai a conta do casamento? Lina Irano Friestino 19 de dezembro de 2025, 9h25 A decisão do STJ no REsp 2.195.589/GO reforça algo que, no fundo, já estava escrito na lógica do regime de bens: casar sob comunhão parcial significa dividir não...

Contrato e pacto antenupcial pela perspectiva de gênero

Contrato e pacto antenupcial pela perspectiva de gênero Autor: Rodrigo da Cunha Pereira | Data de publicação: 16/12/2025 O Direito das Famílias e Sucessões está cada vez mais contratualizado. Isto é resultado da evolução e valorização da autonomia privada, que por sua vez, vem em consequência do...

Autocuratela o novo instrumento que redefine autonomia no futuro

Autocuratela o novo instrumento que redefine autonomia no futuro Marcia Pons e Luiz Gustavo Tosta Autocuratela, agora regulamentada pelo CNJ, permite que qualquer pessoa escolha seu curador antecipadamente, reforçando autonomia e prevenindo conflitos familiares. terça-feira, 9 de dezembro de...