Tribunais reforçam equipe de desenvolvimento do PJe

Foto: Dettmar/Agência CNJ

Tribunais reforçam equipe de desenvolvimento do PJe

06/05/2014 - 10h05

A equipe de tecnologia da informação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) recebe, desde a semana passada, o reforço de 25 servidores de tribunais de Justiça (TJs) de todo o país para trabalhar na operação, desenvolvimento e manutenção do Processo Judicial Eletrônico (PJe). O trabalho teve início com um treinamento, primeira etapa da força-tarefa com que o CNJ pretende acelerar o aperfeiçoamento e a implantação do PJe na Justiça Estadual.

Segundo o conselheiro do CNJ Rubens Curado, o objetivo é “aprimorar ainda mais o Pje para implantação em todas as competências da justiça estadual e, também, formar servidores capazes de atuar como multiplicadores do conhecimento para instalação e manutenção do sistema nos seus tribunais”. Integrante da Comissão de Tecnologia da Informação e Infraestrutura do CNJ, Curado visitou os servidores que participam do curso com o presidente da Comissão, conselheiro Saulo Bahia.

Os servidores, que atualmente trabalham nos departamentos de Tecnologia da Informação (TI) de suas respectivas Cortes, atuarão na implantação do PJe na Justiça Estadual.  A proposta da atividade iniciada semana passada é preparar os representantes dos tribunais para lidar com as necessidades cotidianas geradas pela utilização do PJe nos seus estados de origem. Durante a primeira etapa do treinamento, encerrada na última sexta-feira (2/5), estão sendo transmitidos os conteúdos de que os alunos precisarão para programar mudanças que se façam necessárias à medida que o PJe comece a ser utilizado por magistrados e servidores.

Os 25 participantes experimentaram, na prática, como um magistrado ou um servidor opera a ferramenta virtual por meio da qual o Judiciário pretende dar mais celeridade à tramitação dos processos judiciais no país. O servidor João Paulo Presa, da Divisão de Sistemas da Informação do Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO), explicou que o conhecimento será útil no chamado desenvolvimento colaborativo do PJe. “O intuito do curso é um dia eu poder colaborar com o projeto em âmbito nacional. O TJGO provavelmente será um pólo de desenvolvimento do PJe, de forma colaborativa com os demais estados”, disse.

Segundo o servidor do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), Guilherme Catoni, o PJe garantirá maior praticidade  na tramitação eletrônica de processos  do que o sistema utilizado atualmente no TJMG, chamado ProJudi. “O Projudi exigia a criação de vários subsistemas para cada necessidade. Agora o PJe vai permitir agrupar todos os subsistemas em um sistema só, com várias funcionalidades”, afirmou.

Imersão – A segunda etapa do curso começa esta semana. Durante um período que pode variar de um a três meses, os 25 servidores atuarão nas instalações do Departamento de Tecnologia da Informação do Conselho Nacional de Justiça para vivenciar o cotidiano da equipe responsável pelo PJe. Após essa etapa, estarão aptos a disseminar os conhecimentos adquiridos a seus tribunais de origem. “Estamos buscando união de esforços e trabalho colaborativo com todos os tribunais, já que o sistema é nacional e precisa ser conhecido e aprimorado por todos”, resumiu o conselheiro Rubens Curado.

Sobre o PJe – O PJe é um sistema de automação elaborado pelo CNJ a partir da experiência e da colaboração de diversos tribunais brasileiros, além da participação da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), do Ministério Público, da Advocacia-Geral da União e da Defensoria Pública da União. A intenção do CNJ é manter um programa capaz de permitir a prática de atos pelos magistrados, servidores e demais participantes da relação processual diretamente no sistema, independente da tramitação por ramo de Justiça (Estadual, Federal, Militar ou do Trabalho).

 

Manuel Carlos Montenegro
Agência CNJ de Notícias
 

Notícias

Direito de Família

  Leis esparsas e jurisprudência geram novas tendências Por Caetano Lagrasta   O Direito de Família é atividade jurídica em constante evolução, ligada aos Costumes e que merece tratamento diferenciado por parte de seus lidadores. Baseado no Sentimento, no Afeto e no Amor, merece soluções...

É válida escuta autorizada para uma operação e utilizada também em outra

24/02/2011 - 10h16 DECISÃO É válida escuta autorizada para uma operação e utilizada também em outra Interceptações telefônicas autorizadas em diferentes operações da Polícia Federal não podem ser consideradas ilegais. Essa foi a decisão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) ao...

Estatuto da família

  Deveres do casamento são convertidos em recomendações Por Regina Beatriz Tavares da Silva   Foi aprovado em 15 de dezembro de 2010, pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados, um projeto de lei intitulado Estatuto das Famílias (PL 674/2007 e...

Casal gay ganha guarda provisória de criança

Extraído de JusBrasil Casal gay ganha guarda de menino no RGS Extraído de: Associação do Ministério Público de Minas Gerais - 1 hora atrás Uma ação do Ministério Público de Pelotas, que propõe a adoção de um menino de quatro anos por um casal gay, foi acolhida ontem pela juíza substituta da Vara...

Mais uma revisão polêmica na Lei do Inquilibato

Mais uma revisão polêmica na Lei do Inquilibato A primeira atualização da Lei do Inquilinato (8.245/91) acabou de completar um ano com grande saldo positivo, evidenciado principalmente pela notável queda nas ações judiciais por falta de pagamento do aluguel. (Outro efeito esperado era a redução...

Recebimento do DPVAT exige efetivo envolvimento do veículo em acidente

24/02/2011 - 08h08 DECISÃO Recebimento do DPVAT exige efetivo envolvimento do veículo em acidente É indevida a indenização decorrente do seguro de danos pessoais causados por veículos automotores de via terrestre, o DPVAT, se o acidente ocorreu sem o envolvimento direto do veículo. A decisão é da...